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Love in the Evening II
Brasília/DF
Composição utilizando a regra dos Terços

Você deve estar se perguntando:

– E de onde veio essa história de regra dos terços?

Bem, sabe-se que ela é muito antiga.  Antes mesmo da criação da fotografia era já era usada nas artes plásticas. Mas na verdade há quem defenda que ela seja uma versão “preguiçosa” de uma outra regra bem mais antiga e universal.  Imagine que exista um número, uma razão, encontrada na natureza com frequência, que consegue predizer o crescimento de uma concha marinha, que corresponde exatamente à proporção de abelhas macho e fêmeas numa colméia, que indica com exatidão nossas proporções corpóreas e muitos outros fenômenos naturais. Esse numero existe e chama-se PHI, em homenagem a Fídias (escultor antigo)  e equivale resumidamente a 1,618033. Esse número tem várias nomenclaturas, entre elas:  Proporção Áurea, Razão Áurea e Proporção Divina. Se você leu o livro ou assistiu o filme “Código Da Vinci” já sabe do que estou falando: Proporção universal, Homem Vitruviano, Sequência de Fibonacci, etc.

Concha (Nautilus) e sua relação com a proporção Áurea

Matematicamente descreve-se esse proporção da seguinte forma: (a+b)/a=a/b=PHI. Passando para a o corpo humano podemos dizer que a distância dos pés à cabeça (a+b) quando dividido pela distância dos pés ao umbigo (a) é igual à divisão desta ultima (a) pela distância do Umbigo à Cabeça (b). Eita, agora confundiu tudo hein!?! Nada, é bem simples, observe o caracol verde acima e as linhas geradas por seu retângulo interno. Se colocássemos um Caracol desse de cada lado, como se fossem espelhos, teríamos a grade da proporção áurea muito parecida com a regra dos terços.

Linhas Vermelhas – Proporção Áurea
Linhas Azuis – Regra dos Terços

Para transformar a regra dos terços em proporção áurea basta “internalizar” um pouquinho os quatro pontos de ouro. Por isso é que na parte 1 comentei que a precisão não é obrigatória na regra dos terços, mas que se observada causa uma composição mais harmônica, em tese, tão harmônica que chega a ser “divina” visto que é utilizada “pelos Deuses em suas criações” (crenças pessoais a parte, por favor!)

Espiral de Ouro – tendendo ao infinito. Outra maneira de “Harmonizar Divinamente” suas composições Fotográficas

Jake Garner é um fotógrafo de moda que utiliza a espiral de ouro em suas composições, confira abaixo 2 amostras de seu trabalho e visite seu site para mais de seu trabalho e detalhes sobre suas idéias a respeito da proporção áurea.

Foto: Jake Garner

Foto: Jake Garner

Parafraseando Jake em seu artigo “Não quero que você saia por aí com régua e esquadro tentando medir tudo que fotografa para garantir que segue esses princípios naturais, o que recomendo é que você comece a ver o mundo da mesma maneira que a Mãe natureza vê, numa proporção de elegância absoluta e beleza matemática. Talvez assim suas imagens comecem a parecer um pouco mais fortes do que são!”

Voltando ao começo do post podemos afirmar que realmente a regra dos terços pode ser usada como alternativa mais simples à proporção áurea e terá resultados bem parecidos, mas não são iguais e agora você já sabe disso e tem 3 ferramentas para usar em suas composições: A regra dos Terços, A Proporção Áurea e a Espiral Áurea. Com certeza já deve estar com muitas idéias na cabeça. Que tal umas fotos para botar pra fora e ao mesmo tempo fixar isso tudo??

Fonte: internet

Bons Cliques!!

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Pontão Lago Sul – Brasília / DF
Fotografia Utilizando a Regra dos Terços como Técnica Composicional

Vamos começar a falar sobre composição e afinal do que se trata isso?

Fotógrafo também compõe? – Foi o que me perguntei quando tive a primeira aula disso. Sim, compõe…e muito!! Na verdade o que quase sempre difere um fotografo do outro é a composição.

Vou dar aqui uma definição  pessoal do tema depois de ler alguns livros e artigos sobre o assunto:

– Composição seria a arte ou ciência (sei lá) de manter os olhos do espectador na foto o maior tempo possível!

Aqui na verdade entramos num campo perigoso e falar sobre “regras” pode torcer o nariz de muita gente. Antes disso convém falar que este texto é voltado para as pessoas que estão começando a fotografar agora e querem fazer fotos melhores. Quem já fotografa há algum tempo sabe que esse é um tema complexo e praticamente inesgotável de se discutir.

Entendamos as regras aqui descritas não como absolutas, mas como diretrizes para uma fotografia mais agradável aos olhos. As regras podem sim…até devem ser quebradas, mas desde que você entenda e saiba que está quebrando por perceber que essa fotografia se encaixa em outra regra ou ela contém elementos sejam gráficos ou de conteúdo, que façam a “quebra” valer a pena!!

Regra dos Terços

Vamos começar por essa que parece ser o tema de entrada de qualquer aula de composição.  A que a regra dos terços nos pede basicamente para fazer é o seguinte:

– DESCENTRALIZE!! Por favor!! 

Afinal porque todo mundo tem que ficar no centro do quadro? A maioria dos fotografos eventuais em seus registros pessoais centraliza tudo, em parte acho que isso é culpa das próprias máquinas que já trazem o ponto de foco centralizado! Se na máquina está no meio, acho que isso deve ser o certo não?!?! Pois é, não é bem assim…por incrivel que pareça muita gente ainda  desconhece a função do “meio Botão”…onde você aperta apenas meio botão para focar no ponto onde deseja e depois disso (mantendo meio botão apertado) você pode reposicionar o sujeito da foto no quadro, sem perder o foco, para então tirar a foto (apertando o botão inteiro) com uma composição melhor.

E porque não Centralizar?

Entendo que há razões fisiológicas para isso…Temos 2 olhos, um ao lado do outro, para focar num objeto que fica no meio dos dois olhos somos obrigados a fazer uma “convergência” do olhar, quase um estrabismo temporário…e isso é irritante, por mais que não percebamos de imediato. Se o tema da foto está descentralizado no quadro, para focá-lo, os olhos mantém seu paralelismo e giram ambos para o mesmo lado. É mais confortável!

Tal como a leitura, seria interessante que os olhos percorram a foto a partir de um tema de um lado para outro, com isso gerando um dinamismo do olhar e mantendo a atenção à imagem por mais tempo. A imagem centralizada é estática e cansativa os olhos, eles (os olhos) são captados pelo sujeito no centro (posição de convergência) e geralmente não tem para onde correr. É preciso ter bons motivos para centralizar o tema da fotografia. Veremos algumas exceções destas em posts futuros.

Como então Descentralizar?

Aqui começam as nossas regrinhas, neste caso vamos dividir a tela numa grade com 2 linhas verticais e 2 horizontais como mostra a figura abaixo:

Grade da Regra dos Terços

Provavelmente você já viu essa grade na sua máquina, quase todas as máquinas recentes com LCD vem com a opção de mostrar essa grade e ela serve justamente para ajudar você a “compor” melhor a fotografia. Pois bem, as interseções das linhas realçadas em verde na figura são os chamados Golden Points ou “pontos de Ouro”. Com essa grade e os “pontos de ouro” em mente vamos aos próximos passos:

1 – Como já estava implicito no texto acima, toda a foto tem um tema ou sujeito. Algo que você está querendo mostrar.  É preciso antes de tudo identificar o sujeito a foto. Aí então basta posicioná-lo PRÓXIMO a um dos pontos de outro, não precisa ser exatamente em cima do ponto.

2 – Se sua fotografia for uma paisagem evite deixar a linha do horizonte centralizada, ao invés disso valorize mais o céu ou o que estiver abaixo dele. Reserve 2 terços da imagem para o que estiver mais interessante (Céu ou terra) e apenas 1 terço para o restante.

3 – Tente mesclar os itens 1 e 2, ou seja, aplicar a regra dos terços à linha do horizonte e ainda deixar um ou mais pontos de ouro preenchidos pelos “sujeitos” (temas) da fotografia.

4 – Se o seu tema for o retrato de uma pessoa que preencha a maioria do quadro os olhos devem ficar próximos aos pontos de ouro ou pelo menos acompanhando uma das linhas da grade.

5 – Se o seu sujeito indica uma direção (aqui vale principalmente para o “olhar” das pessoas retratadas) posicione esse sujeito possa de forma a dar espaço para essa direção. Por exemplo, a pessoa fotografada está com a cabeça virada para a direita para ver o por-do-sol. Nesse caso, posicione-a a esquerda no enquadramento, dando “espaço” para seu olhar.  Se der, posicione a pessoa na coluna mais extrema da esquerda e deixe o por-do-sol no ponto de ouro superior direito. Viu como é facil!

Abaixo selecionei algumas imagens coletadas rapidamente na Internet a título de ilustração da regra dos terços. Voltaremos a discutir suas aplicações bem como suas exceções nos próximos posts.

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Lembre-se dessas pequenas dicas e suas fotos já terão outra aparência. Quem dera se todo turista ou fotógrafo de ocasião tivesse noção desses pequenos conceitos. A quantidade de poluição visual com material fotográfico de baixa qualidade diminuiria muito!!

Já pra rua e boas fotos!

Ponta Negra – Manaus/AM
f/16 | 8s | ISO 400 | @40mm. Tripé e trava de espelho. Disparo pelo temporizador da câmera: 10s. Pós-Produção: Sharpening (50%)

E então finalmente chegou o dia da tão esperada viagem para a Europa, você munido de sua recém adquirida DSLR passa 2 semanas fotografando as mais lindas paisagens medievais. As imagens no LCD de sua máquina são fantásticas, até o dia em que você resolve abrir as imagens em seu computador e percebe que elas não estão assim tão boas pois falta nitidez. Aquele castelo que tanto você se esforçou para colocar ao lado daquela montanha, numa composição brilhante, está assim, um tanto borrado. Você, que achava que suas fotos serviriam até para um editorial numa revista de viagens, percebe que não servem para nada além do que registro pessoal. Calma! Não precisa ser assim algo tão desesperador, afinal, nitidez não é tudo em fotografia. A fotografia como arte é ampla e aceita os mais diversos processos criativos, basta olhar para os filmes, seriados e agora até as novelas brasileiras utilizam amplas aberturas de lente para reduzir a profundidade de campo e desfocar tudo que se encontra atrás dos olhos dos atores.

No entanto, se você é um fanático por fotografia de paisagem, talvez seja também um fanático por nitidez e então as dicas abaixo foram feitas sob medida para você. Com certeza levarão suas imagens a outro nível de qualidade. Faça bom proveito e tire boas fotos!

10 dicas para fotografar imagens com nitidez impecável

 1. Invista em boas lentes

Aqui não tem prá onde correr, as lentes que normalmente vem com o seu Kit DSLR não são as melhores. Boas lentes são caras e geralmente valem o preço, claro que existem as exceções. Geralmente recomenda-se comprar lentes fabricadas pelo próprio fabricante da máquina, mas por questões econômicas, lentes de fabricantes independentes como Sigma e Tamron são geralmente boas opções. Se o dinheiro permitir procure a série L da Canon ou a ED da Nikon. Caso o dinheiro não permita, não desanime, as próximas dicas com certeza vão ajudar a conseguir imagens com nitidez impressionante a despeito da lente utilizada. A título de excelência técnica, considere a possibilidade de adquirir no futuro uma lente com mais qualidade.

2. Cuidado com o que coloca na frente da sua lente

Resista ao vendedor que insiste em vender um filtro UV para “proteger” a lente de sua DSLR. Não há muita justificativa para isso, afinal você gastou uma fortuna para por um “lente de qualidade” na sua máquina e agora quer colocar um vidro qualquer na frente. Filtros diminuem a qualidade da imagem e a nitidez. Hoje com a fotografia em RAW e o moderno Laboratório Digital (Photoshop, Lightroom) não há justificativa para os filtros UV e filtros coloridos para foto em P&B, tudo isso pode ser inserido na pós-produção. Para os fotógrafos de paisagem há espaço ainda para os filtros ND (redutores de Luminosidade) e os filtros Polarizantes Circulares, em situações específicas, onde há de se pesar se o benefício compensa a perda da qualidade da imagem. Com relação à proteção da lente, existe um item que realmente protege a lente (tanto de baques quanto de luz indesejada), chama-se “parassol” e este sim deve ser utilizado de maneira contínua. Agora se você fotografa realmente em regiões inóspitas com possibilidade de chuva, neve e areia e o filtro UV para a proteção é realmente essencial. Invista em filtros de boa qualidade para comprometer o mínimo a nitidez de suas  imagens

3. Mantenha suas lentes e filtros limpos

Inspecione suas lentes antes do uso para verificar a presença de poeira e gordura. Partículas de poeira na lente por vezes impedem a câmera de fazer o foco adequadamente, diminuindo a nitidez da mesma. Retirem a poeira com um “soprador” de borracha, se houver manchas de gordura (tais como impressões digitais) utilizem um paninho de microfibra fazendo movimentos circulares de dentro para fora. Se a mancha não sair com o paninho, uma solução de limpeza (a venda nas casas especializadas) pode ser utilizada no pano para ajudar (Aplique o líquido no pano, NUNCA direto na lente). Se depois disso a poeira ou mancha não sair, procure ajuda especializada para fazer essa limpeza. NUNCA se aventure a abrir a lente para limpar os vidros por dentro, pode ser uma aventura muito cara e custar a perda da objetiva.

4. ISO – quanto mais baixo melhor

Já sabemos que em fotografia digital o valor do ISO ajusta a sensibilidade do sensor à Luz. Quanto menor o ISO, menor a sensibilidade, maior o contraste da fotografia e maior a nitidez. Portanto trabalhe na medida do possível com ISO dito “Nativo” de sua máquina, geralmente de 100, mas algumas máquinas podem ter o ISO nativo diferente. Consulte o manual de sua máquina para descobrir e tente manter nessa faixa.

5. Feche o diafragma (ou “aumente o f-stop)

Quanto mais fechado está o diafragma, maior a profundidade de campo e mais detalhes da foto estarão nítidos. Em fotografia de paisagem, recomenda-se utilizar a menor abertura possível. Existe, no entanto, um fenômeno ótico chamado de difração que diminui a nitidez em aberturas muito pequenas. Como regra geral, ao utilizar distâncias focais abaixo de 100mm utilize o limite de f/16 para o diafragma. Com distância focal 100 ou maior utilize f/22 isso garantirá o máximo de profundidade de campo sem perda de nitidez. Você deve estar se questionando se a foto não ficará muito escura com essa abertura mínima e ISO de 100. Sim, com certeza teremos que compensar aumentando o tempo de exposição e por isso a necessidade absoluta do próximo item.

6. Use um tripé

Invista em um tripé de qualidade para suas fotos de paisagem. Lembre que o tripé leve e estável seria o ideal, mas na verdade ele não existe. A estabilidade é diretamente proporcional ao peso do tripé, portanto teste o tripé antes de usar para verificar se ele não será um “fardo” a ser carregado em suas saídas fotográficas. Há sempre a possibilidade de se colocar um contrapeso no gancho que fica abaixo da coluna central do tripé (a sua mochila pode ser uma boa idéia). Há tripés de diversos modelos, com cabeças diferentes, preços e pesos. Escolha de acordo com sua necessidade e conveniência. Mas se você quer fotos realmente nítidas, o tripé é essencial.

7. Use um cabo disparador, controle remoto ou temporizador

Esses 3 itens tem a mesma função: impedir que o seu dedo, ao apertar o botão do obturador faça com que a câmera se mova, acabando com a nitidez de sua imagem. Lembre-se que estaremos utilizando exposições prolongadas, e que o mínimo de movimento pode interferir. O mais barato, na verdade gratuito, é o temporizador, afinal, já vem com a máquina e geralmente pode ser configurado para 2 ou 10 segundos. É aquele mesmo que dá tempo do fótografo correr e aparecer nas fotos de grupo ou família. Nesse caso 2 segundos é mais do que suficiente, 10 segundos acabarão deixando você irritado. O controle remoto e cabo disparador são mais convenientes, mas custam mais caro.

8. Determine a velocidade do obturador

Bem, se ajustamos nosso ISO para 100 (ou 200 dependendo da máquina) e travamos nosso diafragma em f/16 ou f/22 (dependendo da distância focal). Não nos resta muito a fazer a não ser ajustar a velocidade para que a foto seja exposta adequadamente, obviamente teremos velocidades muito baixas. Mas como estamos utilizando tripé e no mínimo, o temporizador, então não teremos problemas com as velocidades baixas.     Recomenda-se que o sistema de estabilização de imagem das lentes (IS da Canon e VR da Nikon) deva ser desligado quando as fotos forem feitas com tripé. Há inúmeros relatos de perda de nitidez quando não há movimento e os sistemas estão ligados. A dica é a seguinte, se você não estiver usando o tripé para fotografar de dentro de uma canoa ou num vendaval, desligue os sistemas de estabilização.       Vale comentar que quando estivermos na faixa de velocidade entre 1/4s a 1/60s, temos um problema inerente a quase todas as máquinas que é a vibração do espelho.  Na velocidade acima de 1/60s o obturador abre e fecha antes do espelho chegar a vibrar, não interferindo na imagem. Em velocidades abaixo de 1/4s a trepidação causada pelo espelho corresponde apenas a uma pequena parte da exposição, não chegando a comprometer a nitidez da imagem. Se cairmos nesse intervalo, a solução será dada abaixo:

9. Acione a trava de espelho

Descubra no manual da sua máquina onde é acionada a trava de espelho e a utilize quando cair na faixa entre 1/4s a 1/60s de velocidade de exposição. Lembre de utilizar a mesma associada ao temporizador (ou disparador/controle remoto) para melhores resultados. Se sua máquina não dispuser de trava de espelho, tente fugir da faixa de velocidade acima, fazendo concessões no ISO ou abertura da Lente. Paciência!       Obs: Em algumas máquinas basta disparar o obturador 2 vezes seguidas, na segunda foto o espelho já estará travado.

10. Selecione o foco cuidadosamente

Não deve haver grandes problemas para definir o foco, uma vez que estamos utilizando aberturas muito pequenas com grande profundidade de campo. No entanto evite ter que escolher entre uma placa de sinalização num primeiro plano e uma montanha ao fundo, pois com certeza uma das duas ficará desfocada. Faça o foco em qualquer coisa que esteja no meio do caminho. Se for o caso utilize o Live View e o botão de visualização da profundidade para escolher onde focar. Claro que, se sua foto tiver um sujeito bem definido, como uma árvore, rocha ou cachoeira, o foco deverá ser feito neste sujeito. Tome o cuidado de posicioná-lo a uma distância de pelo menos 6m da lente, assim quase sempre garantiremos que tudo estará em foco.

3 dicas para melhorar a nitidez em edição de imagens

  1. Use o “Clarity”      A função “Clarity” disponível em softwares como Lightroom e Photoshop costuma realçar as linhas de contorno das fotografias, ajudando a aumentar a sensação de nitidez. Use-a sem medo atentando para alguns “halos” de luz clara que aparecem em volta de alguma estrutura na imagem. Estes halos podem dar também a sensação de surrealidade à imagem, que pode ser interessante ou não. O Clarity costuma ser muito interessante em paisagens, melhorando o contorno das nuvens e deixando-as mais dramáticas. Quase nunca é interessante para retratos uma vez que acentua as rugas de expressão das pessoas. Se esse for o objetivo, não tenha receito de usar.

2. Aumente o contraste (com moderação)

Utilize as ferramentas para ajuste de contraste para intensificar o mesmo. Se o software permitir converta temporariamente a imagem em P&B antes do ajuste, as cores costumam confundir nossa percepção, sendo mais fácil de fazer isso com a imagem em Preto e Branco. Um vermelho brilhante não passa de um cinza claro em uma imagem em P&B. Cuidado! Fique de olho no histograma o tempo inteiro para não ultrapassar (e saturar) os pontos de branco ou preto!

3. Utilize a ferramenta “Sharpen”

Quase toda a foto se beneficia de um filtro “Sharpen” (nitidez ou unsharp mask). O cuidado a ser observado é sempre o excesso. Lembramos que o “filtro” sharpen é “inversamente proporcional” à redução de ruídos, ou seja, utilizar o filtro sharpen em imagens ruidosas ou com ISO muito alto costuma ser um desastre e a tentativa de corrigir utilizando a “correção de ruídos” é inútil, já que este tira novamente toda a nitidez que o filtro anterior garantiu. O resultado é uma imagem “plastificada”, sem ruídos e sem nitidez. Às vezes pode ter até algum valor artístico, mas no geral é desprezível.     Legal mesmo é caprichar na exposição para conseguir boas imagens, sem ruídos e depois aplicar o filtro sharpen moderadamente apenas para melhorar uma imagem que já estava nítida quando saiu da máquina.

É isso amigos, espero que tenham gostado das dicas. Quaisquer dúvidas estamos à disposição.

por Anfremon D´Amazonas

 Publicado Originalmente em:

http://www.lentesdaamazonia.com.br/1/post/2012/03/fcla-fototips-13-dicas-para-garantir-nitidez-em-suas-imagens.html

Pintando com a Luz

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Minha primeira aventura na técnica chamada de “LightPainting”, pintura de luz, que consiste em utilizar fontes de luz para pintar uma foto…Como assim?

Bem vamos lá…Primeiro a preparação:

a) Decida onde irá fazer a foto e que câmera irá usar. É bem provável que não seja possível fazer com uma câmera do tipo Point and Shoot. Esse tipo de brincaderia exige controle manual de Abertura, Obturador (principalmente) e ISO.

b) Sem tripé, não rola, a câmera tem que ficar bem paradinha para dar certo. No meu caso, instalei o tripé e a câmera no meio da sala.

c) Para que a fonte de luz apareça, reduza a iluminação do ambiente…Se a intenção é que o ambiente apareça, utilize uma iluminação bem discreta, que não concorra em intensidade com a fonte de luz. Para a foto acima, a luz proveniente do banheiro no corredor da sala foi utilizada para “iluminar” o background.

d) Ponha a câmera no modo Manual. Utilize a menor distância focal da Lente e posicione o anel de foco na posição “infinito” (∞). MUDE A LENTE PARA O FOCO MANUAL (MF). Não faça que nem o “mala” aqui que ficou meia hora pensando em por quê que a camera não queria disparar. Ora bolas, ela estava no modo AF tentando focar alguma coisa no escuro total!! Se for o caso…Foque  com a luz acesa em um ponto que esteja na mesma distância que você irá pintar e depois deixe a câmera quieta.

e) Abertura…para a maioria dessas fotos, como queria escurecer o máximo o fundo, utilizei F: 11. Mas você pode tentar com mais ou menos

f) Utilizei ISO entre 200 e 800, 400 na maioria das fotos. Funcionou bem. Se usar ISO maior talvez capte mais o fundo, mas daí acho que aparecerão as malditas granulações. Fiquei satisfeito com esse resultado.

g) Shutter Speed (Obturador) – Bem, aqui é que mora o problema. No meu caso, tenho um controle remoto disparador, portanto, coloquei a câmera no modo BULB. Dava o disparo com o controle e com toda a calma do mundo ia fazer o desenho…quando acabava, pegava o controle remoto e finalmente encerrava a foto. Meus tempos de exposição variaram entre 30s e 2 min e 40s!! Dependendo da “complexidade do tema”. Dá para disparar no modo BULB sem o controle remoto, mas acho que precisaria de uma segunda pessoa para manter o botão apertado enquanto outra “pinta” a foto, nesse caso tem o incoveniente da pessoa tremer e borrar a “pintura” ehehehe…Algumas câmeras tem velocidades de 15s, 30, 45s…as vezes mais de 1 minuto…daí o pintor tem que ser rápido!! Clica, corre…pinta…e sai da foto!!

h) Escolhendo os Pincéis – Pode ser qualquer coisa, vela, isqueiro, lanterna, laser pointer, celular enfim. O mais importante na hora de pintar. Principalmente se a intenção é escrever alguma coisa, é que o seu “pincel de luz” tenha um mecanismo liga e desliga. Caso contrário, ao mudar de uma letra para outra, o seu pincel irá deixar rastro. Procurei utilizar mais de um “pincel” por foto…para ver como ficava.

i) Na hora de escrever palavras, lembrem-se de treinar para escrever ao contrário, como se fosse a imagem do espelho. Mas isso não é obrigatório, pode-se escrever normalmente e depois no fotoshop utilizar o “flip horizontal” para corrigir a palavra.

j) No mais, acho que é isso. Veja toda a coleção no álbum do Facebook. E perdoem me, sempre fui um péssimo desenhista no papel. Sei que a maioria das fotos parecem desenhos de alunos do pré-escolar. Ainda bem que existem os Corel Draws e Photoshops para que eu possa me expressar.

k) Falando nisso, só utilizei o Photoshop para recortar as fotos e para alterar brilho e contraste. Todo o resto foi “pintado” manualmente com os pincéis luminosos.

Continuarei experimentando e os novos desafios nessa área são:

1 – Testar novos “Pincéis” – Fontes Luminosas

2 – Fotografar Paisagens Noturnas muito Mal Iluminadas e utilizar lanternas para realçar determinados elementos da cena. Deve ficar louco!!

3 – Fazer um retrato de Alguém com uma moldura luminosa.

🙂

Abraços

Anfremon