Category: Cinema


Validade até 21.12.2012

Apresento a vocês o curta-metragem que estive envolvido na produção neste ano de 2012. Já pedindo uma certa desculpa por manter o blog desatualizado. Pois bem, nesse curta que foi idealizado, escrito e dirigido por Júnior Rodrigues fiquei encarregado de fazer, a direção de fotografia e edição do mesmo. Foi uma experiência muito importante pois nos últimos 2 anos tenho levado o estudo da fotografia muito a sério, tanto de maneira autodidata, através da leitura de vários livros, quanto realizando cursos diversos na área. Foi interessante ver a evolução “Fotográfica” desde o Enochato, ainda falta muito para um trabalho de excelência mas a sensação de saber o que está fazendo é uma segurança enorme.

O Curta foi filmado em um final de semana em 2 locações na cidade de Iranduba. A primeira locação ficava num frigorífico às margens do Rio Solimões e uma cova foi “cavada” em tempo real enquanto íamos filmando as cenas. A segunda locação foi uma cova cenográfica de apenas 2 lados, trabalhada ao lado de um barranco de barro. Foram 1 dia e mais uma noite de muito trabalho com mais de 20 pessoas envolvidas na equipe.

Utilizamos a CANON T2i com lentes: Canon 18-55mm 3.5/5.5; Canon 50mm 1.8; Canon 70-200 4.0 L – A máquina foi equipada com uma alteração de firmware chamada Magic Lantern, própria para filmagens que auxília muito na hora de determinar o foco e determinar exposição fotográfica adequada.

De quebra tem a trilha sonora no final com a música “Algo Mais” de minha autoria enquanto músico na Banda SPH.

Segue a ficha técnica do curta e espero que gostem!!

“Para Dêda a vida perdeu todo o sentido, nesse momento ele cava a própria cova. Descubra o porquê”

Roteiro & Direção:
JUNIOR RODRIGUES

Elenco:
PAULO ANDRÉ
MARINALDO MATOS (VOZ)
BLENDA KETHERYNE

Assistente de Direção
BILL BARROSO
RENAN CARVALHO

Direção de Fotografia, Edição e Áudio:
ANFREMON D´AMAZONAS

Produção:
JOELY NAHAMIAS

Assistente de Produção
TAYNÉ MIRTES

Continuistas
CAROLINE DANTAS
SUELY CARDOSO

Assistente de Câmera
FERNANDO HENRIQUE

Direção e Arte
CLAUDINO BIZNETTO

Maquinistas
MOACY FREUTAS
ERNESTO MARTINEZ

Maquilador:
MARCIO NAASCIMENTO

Motorista:
JAIRO FREITAS

Still:
IGOR MATHEUS

Coveiros
ALEF DE ARIMATÉIA
CRISTIANO ALVES

Música
ALGO MAIS – SPH Rock and Roll

Realização
AMACINE FUTUROS CINEASTAS

Apoio Cultural:
GUARANA TUCHAUA
SINDCINE-AM
AMAZON SAT
CASA DO CINEMA
MATADOURO E FRIGORÍFICO DE MANAUS F.A. FRIG.
AGUA VIVA CONSTRUÇÕES
8ªCIPM IRANDUBA

Agradecimentos Especiais
GUTO RODRIGUES
CMT MAJOR PM WILMAR
JOÃO BOSCO MARQUES
ILMA OLIVEIRA
ALCIDES VIANA
LADILSON DOURADO DOS SANTOS
EDENILSON SOUZA
PEDRO GERALDO PACHECO
RAIMUNDA & FAMILIA
SALEYINA BORGES
ANDERSON MENDES
ELSIAS JUNIOR
&
DEUS

Manaus/Amazonas
Agosto de 2012

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Recebemos com grande alegria a notícia de que o curta “O Enochato” ganhou os seguintes prêmios no festival de Curta-Metragens – Curta 4.7, cujo encerramento foi no último 26.11.11 na vila de Paricatuba, em Iranduba/AM:

– Melhor Direção: Anfremon D´Amazonas

– Melhor Ator: Richard Harts

– Melhor Trilha Sonora: Anfremon D´Amazonas (com músicas da Soda Billy e SPH Rock and Roll)

 

Foto: Casa no Largo - por Anfremon D'Amazonas

Hoje haverá uma Sessão Especial no Cinemark com estréia de curtas Amazonenses. Esses curtas foram resultado das oficinas preparatórias sobre cinema, ministradas por Júnior Rodrigues. A Sessão ocorrerá as 19:00h no Cinemark (Studio 5) e serão apresentados os seguintes curtas:

– Jorge – de Dheik Praia

– Uayná – Lágrimas de Veneno – de Junior Rodrigues

– Perdidos – de Zeudi Souza

– O Enochato – de Anfremon D’Amazonas

– Anjo – de Erismas Fernandes

– Detetive – de Bill Barroso

– Corno do Corno – Pedro Xisto e Amanda Magaiver

– Tá Perdido – Tony Ramos e Renan Carvalho

– O Anúncio – Laury Gitana e Anderson Souza

– Simplesmente Pelo Fim – Videoclipe (Banda SPH) – De Anfremon D’Amazonas

Observação importante. ENTRADA GRATUITA!!

Portanto, divulgue, compareça, prestigie!!

O Enochato

Curta-Metragem

Ficha Técnica

“Ricardo quer impressionar o gerente nacional da empresa onde trabalha servindo jantar regado a vinhos sofisticados, porém, nem nem tudo sai conforme o esperado”

Elenco:
Ricardo: Israel Pinheiro

Cláudia: Wanessa Amador

O Enochato (Gustavo):  Richard Harts

Juliana: Kássia Teixeira

Roteiro, Direção e Edição: 

– Anfremon D´Amazonas

Assistente de Direção e Iluminação: 
– Kharla D´Amazonas e todo o elenco.

Trilha Sonora: 
– Soda Billy
– SPH Rock and Roll

Agradecimentos Especiais: 
– Ierecê Barbosa
– Daniel Oliveira e Adega Brasillis
-Junior Rodrigues
– Amacine Futuros Cineastas
– Deus
Filmado com Câmera Canon T2i e Lentes Canon
e Gravador de Áudio Zoom H2

Israel Pinheiro interpreta Ricardo no Curta "O Enochato"

Comentários Adicionais da Edição: 

A edição do áudio foi a parte mais dificil, com destaque às falas. Isso ocorre devido ao nosso registro “atrapalhado” de gravação do áudio. Realmente nessa hora, um assistente completamente dedicado ao áudio faz muita falta. O problema é que para cada cena, gravamos multiplos “Takes” e o correto é o gravador de áudio ser ligado e desligado a cada take, para que cada take tenha um arquivo de áudio correspondente. Facilitaria a vida na hora de editar. O problema é que sem assistentes o gravador ficou ligado direto entre os diversos takes. Editei primeiro o vídeo para selecionar as melhores cenas e depois veio o martírio, encontrar o áudio referente a cada fala, separá-lo, tratá-lo e depois “sincronizá-lo” com cada take novamente.

Mas afinal por que não utilizar o áudio da câmera mesmo?

Bem, o microfone embutido da câmera é omnidirecional, ou seja, capta absolutamente tudo em volta. E por mais que se faça silêncio, o microfone capta vibrações do ar-condicionado, refrigerador, ruidos da rua (a locação era o apartamento de minha mãe que fica na esquina da Av. Efigênio Salles com a Av. Paraíba) e ainda o irritante ruído do ventiladorzinho (cooler) do Refletor, que exigia a brilhante manobra de se enfiar uma caneta para interromper mecanicamente seu funcionamento durante os takes, correndo os riscos do refletor queimar por superaquecimento.  A solução seria então desligar todos os aparelhos, mas não faria isso com meus queridos atores, que aliás, estavam interpretando um “agradável”  jantar de negócios, não os queria suando, a não ser o Enochato depois do açaí. Nem tampouco iria querer descongelar a geladeira de minha mãe…enfim…

A solução foi utilizar o gravador Zoom H2, pois ele é direcional, ou seja capta o som apenas onde é “apontado”. Bem, não é tão perfeito assim, sempre vaza um pouco…mas bem menos que o normal. Tenho utilizado esse gravadorzinho para vários trabalhos, custou-me R$ 600,00 mas valeu a pena cada centavo.

Gravador - Zoom H2

Dizem que a versão H4 ou ainda H4N deste aparelhinho é ainda absurdamente melhor. Bem, o natal tá chegando e eu já fica a dica para os amigos, pode ser presente coletivo, não tem problema!!

Depois de um tempo procurando arquivos. Resolvi tentar a via inversa, isolar o áudio da câmera, jogá-lo no num software de edição de áudio, aplicar um redutor de ruído e “devolvê-lo” ao take. E isso deu absurdamente certo, pelo menos nesse caso. Apesar de ser também trabalhoso, livrou-me da sincronização do áudio. E depois de 15 minutos, já estava fazendo isso de forma automática.

Utilizo para esses pequenos trabalhos, o Audacity, um software livre (open source), gratuito e que tem muitos plugins de áudio interessante. Esse plugin redutor de ruído funcionou muito bem no meu caso, você apenas seleciona uma parte do áudio onde não há falas, apenas o ruído que se deseja eliminar e pede para ele analisá-lo, ele traça um “perfil”, digamos assim, do ruído e o remove do áudio. Como senti falta de um plugin destes embutido no próprio Adobe Premiere! Programa que aliás, tem vários bons plugins de áudio.

E porque então não utilizar o gravador externo como microfone da máquina?

Sim, isso seria deveras interessante, só não o fiz por alguns motivos básicos:

– Incluiria um terceiro elemento provocador de ruído, o Cabo! Sim, precisaria de um cabo P2/P2 para ligar camera e gravador. Não tinha nenhum cabo destes realmente confiável no momento.

– Não havia testado se isso funciona adequadamente. Coisa que pretendo fazer em breve.

E agora com essa possibilidade de tratar o áudio da própria câmera, penso que se posso ter 2 fontes de áudio, por que trabalhar com uma só. Teve uns 2 ou 3 takes, onde vazou o barulhinho do cooler, em que tive que utilizar o áudio do gravador. Sem perda de qualidade para o projeto todo.

Trilha Sonora

A trilha é algo que deu um pouco de trabalho, mas mais por conta de ser algo que você tem que “sentir” mesmo…Ver o vídeo várias vezes, ouvir as músicas várias vezes e o resto é tentativa e erro. Fiz a entrevista do Matheus Gondim para o projeto Greens na mesma semana de gravação do curta e daí já aproveitei para pedir a ele a permissão para utilizar as músicas da Soda Billy, pois elas caíam como luva no curta.

A sequência de edição foi:

– Imagens (cortes) / Trilha Sonora / Efeitos Sonoros / Áudio das Falas

Legal fazer as imagens primeiro pois você será forçado a revê-las dezenas de vezes…e daí dá para melhorar os cortes depois…Sem falar que vc tem mais chances de pegar os erros de continuidade. Quase que o vídeo sai com o tripé aparecendo em uma das cenas.  Penso que nem tem como ser de outra maneira.

Richard Harts interpreta "Gustavo - O Enochato"

Falha Grave

Há um problema grave nesse vídeo, o qual me responsabilizo totalmente. Pretendia filmá-lo em Full HD com 1080p e 24 fps para dar mais “cara” de cinema. Mas na correria da auto-produção do filme, acabei esquecendo de configurar a câmera, e filmei em HD com 720p e 60 fps, configuração que utilizei quando filmei o “Sleeping Inside-Rainbug”, trabalho anterior em vídeo. Só percebi isso depois de já ter filmado uns 70% do curta, pelo andar da hora, não dava para voltar atrás. Converti os arquivos para 720p com 24fps. E após a conversão, essa diminuição drástica dos fps, levaram a um excesso de “Blurring” na imagem, notado principalmente pelo “embaçamento” que aparece quando as pessoas se movem muito rápido. As imagens originais em 60 fps não tem esse problema. Foi definitivamente “leseira” minha, algo que com certeza não irá mais acontecer nos próximos trabalhos.

No geral foi um bom aprendizado que, como já disse antes, tirou-me bastante da zona de conforto. Agradeço bastante aos atores que acreditaram neste trabalho, mesmo parecendo na hora, uma coisa completamente sem noção. Quando vemos o resultado final, até nos surpreende. Acho que foi interessante para eles também, já que tem formação de teatro, e a gravação de vídeo é completamente diferente. Vamos seguindo adiante até o próximo desafio, estamos atrás de boas idéias para curtas.

Você tem alguma?

Abraços

Anfremon

Filmamos ontem o Curta “O Enochato”. A equipe foi formada por Kássia Teixeira (Juliana),  Richard Harts (Gustavo, o Enochato), Israel Pinheiro “Tequila Underline” e Wanessa Amador (Cláudia). Filmado no apartamento de minha mãe Ierece Barbosa e com ajuda de minha esposa Kharla D’Amazonas e “supervisão” de Sofia D’Amazonas.

Bem, preciso falar que estou um tanto inseguro e apreensivo com o resultado final desse filme. Não por causa dos atores, que na verdade, saíram-se muito melhor que a encomenda. Principalmente o Richard que não conhecia e que definitivamente tem um “feeling” natural para comédia. Estou inseguro porque não é videoclipe e não tem nada a ver com “O Inimigo”, na verdade tem “timing” e “conceitos” completamente opostos. E desta vez, claro, tirando os inestimavéis conselhos dos próprios atores e de minha esposa, estava “dirigindo” no modo solo, sem a ajuda do Jr. Rodrigues.

O filme tem diálogos, pick-ups, iluminação artificial, áudio externo, uma pequena produção que consumiu minha tarde de ontem com atividades do tipo, comprar vinhos, emprestar vinhos mais caros (thanks Daniel Oliveira e Adega Brasilis), imprimir rótulo de vinho que não dá para comprar e nem emprestar, encomendar comida, açaí…pensar e arrumar todos os detalhes. Que faltam fazem um produtor e assistentes nessas horas, ehehehe….

Ontem apesar de estar em ambiente familiar com pessoas agradabilíssimas, senti-me fora da zona de conforto. O que é bom, pois sei que estou entrando em território novo, e mesmo que o resultado seja aquém do esperado. O aprendizado será intenso.

Já li bastante a respeito de edição e sobre direção, na parte técnica de enquadramento, lentes, enfim…a parte “fotográfica” da coisa, ontem percebi que preciso aprofundar mais na direção dos atores, ou direção cênica, algo do tipo. Mas enfim…estamos fazendo isso para aprender. Meu agradecimento sincero a todos que acreditam nessa loucura e ainda dispensam tempo e trabalho para realizá-las!

Abraços

Volto agora a minha “zona de conforto da edição”…

Deixo vocês apenas com a abertura por enquato. Com a promessa de que o filme sairá em menos de uma semana. Afinal é o prazo que temos para inscrevê-lo no Amazonas Film Festival.

Anfremon D’Amazonas

Comentários de Wanessa de Paula

Noite de gravação do Curta “O Enochato”.. com os atores talentosíssimos Kássia TeixeiraRichard Harts e Tequila Underline, que arrasaram e deram um SHOW a parte na criatividade.. Obrigada mais que especial ao diretor Anfremon D’Amazonas, valeu por nos deixar a vontade e principalmente deixar fluir toda a criatividade para que o trabalho ficasse a nossa cara…

 ‎…Foi sensacional nos escravizar com os microfones e a iluminação (dá-lhe braço para tal), e para finalizar um obrigada de coração a Kharla, Sofia, “mãe” e Fofinha (família do Anfremon D’Amazonas) por aguentarem esse povo com tanta zorra em plena segunda a noite.. AMO MUITO TUDO ISSO! \o/

Filmando com máquinas fotográficas Digitais

Primeiro vamos a definição:

– O que é uma Máquina DSLR? 

R: DSLR significa Digital Single Lens Reflex ou uma câmera reflex monobjetiva digital é uma câmera que usa um sistema mecânico de espelhos para direcionar a luz da lente para um visor ótico na parte traseira da câmera. Elas são preferidas pelos fotógrafos profissionais pois permitem uma pré-visualização precisa de enquadramento próximo do momento de exposição e por permitirem ao usuário escolher uma variedade de lentes objetivas intercambiáveis.  Muitos  também preferem DSLRs por seus sensores maiores em comparação com a maioria das digitais compactas. Essas câmeras possuem sensores que geralmente são de tamanho mais próximo dos tradicionais formatos de rolo de  filme. O termo DSLR geralmente se refere a câmeras que se assemelham às cameras de formato 35 mm, apesar de algumas câmeras de formato médio serem tecnicamente DSLRs.

Dicas para Filmar com uma DSLR

Algumas dicas importantes para os que pretendem em algum momento utilizar sua Máquina DSLR para fazer vídeo, não sei se vou “chover no molhado”, mas foram coisas que descobri sofrendo um pouco:

1) O Sensor das DSLRs (no meu caso uma Canon) esquenta muito durante filmagens de vídeo. Para prevenir danos com excesso de temperatura, a máquina mesmo interrompe a filmagem quando a temperatura começa a subir, o que ocorre com frequência a partir de 7 ou 8 minutos de filmagem contínua ou simplesmente com o modo LIVE VIEW ligado. A solução é desligar a máquina nos intervalos quando “a produção” (nesse caso geralmente eu e outro amigo..ehehehe) prepara o próximo plano para ser filmado. Esse problema não gera dor de cabeça na filmagem de curta metragens ou vídeos com takes curtos, mas é um pé no saco na filmagem de entrevistas por exemplo. Com frequência é preciso solicitar ao entrevistado que procure fazer blocos de 5 min seguidos de pausa para a camera “descansar”.

Nessa entrevista abaixo, de quase quarenta minutos, tivemos que utilizar essa tática dos cinco minutos e “respira”. Isso é especialmente PIOR em situações de baixa luminosidade como a dessa entrevista. Parece-me que a máquinha esquenta mais em situações de iluminação precária. Talvez por causa do ISO maior…suponho…

2) Filmagens consomem bateria e cartões de memória de maneira absurda. Portanto, baterias extras e preferencialmente Battery Grips (opcional que permite que se usem 2 ou mais baterias ao mesmo tempo) são recomendáveis. Quanto aos cartões, 1 minuto de FullHD consome aproximadamente 300MB de Cartão de memória. Ou seja 1 GB de cartão cabem apenas 3 minutos e meio de filmagem em FullHD. Cartões de 16GB cabem aprox. 45min de vídeo, o que é relativamente pouco dependendo de que tipo de trabalho você irá filmar. Portanto, muna-se de baterias e cartões de “alta capacidade” e principalmente velocidade (leia o item 3).

3)  Tem um detalhe que acho que pouca gente sabe em relação aos cartões de memória SD. Esses que vendem popularmente nas lojas de informática não servem para filmagem. Eles são “muito lentos”, tem uma especificação no cartãozinho que indica a classe do cartão. As DSLR solicitam cartões de classe 6 ou mais para fazer filmagem. Os que vendem aqui na cidade são classe 4. NOS ÚLTIMOS 5 MESES não encontrei aque em MANAUS cartões com classe maior que 4 para vender. Sempre me dizem que tinha antes e que vai chegar, mas nunca chega. Tive que encomendar o cartão pela internet. Um de 16GB classe 10 custa entre 120 a 150 reais, dependendo da loja onde vc encomenda. Cartões classe 4 funcionam sem problemas para fotografias…mas filmam no máximo 5 segundos de vídeo Full HD, depois disso a maquina simplesmente para de funcionar.

4) O microfone embutido das CANONS chega realmente a impressionar frente aos das outras máquinas, mas ainda assim é um Omnidirecional que capta tudo que gere ruído em volta, portanto, nem sempre é adequado para produções de cinema. Mas existe entrada para microfone externo. E essa gravação sempre pode ser feita de maneira independente. Dá um pouquinho de trabalho para sincronizar depois, mas no geral vale a pena. No meu caso optei por um gravador Zoom H2, é um aparelho que tem sido muito usado neste tipo de filmagem, com custo relativamente acessível, seu modelo mais novo Zoom H4 costuma ser melhor ainda. Mas o H2 tem atendido aos meus propósitos de maneira fantástica.

Por enquanto é isso! Espero que sirva para alguém. Qualquer coisa é só perguntar! Abraços

Nova produção de vídeo com idéia que surgiu a partir de ouvir o trabalho de RainBug no site Soundcloud

http://soundcloud.com/rainbug_sounds

 

Ele, que na verdade é Moysés de Carvalho, outro músico amazonense que já tocou em várias bandas locais, uma delas a Soda Billy, e vem desenvolvendo esse trabalho instrumental prá lá de viajante e psicodélico. Tive então a idéia de criar um vídeo com cenas naturais para treinar o processamento de imagens filmadas a 60 fps para posteirior transformação em slow motion (câmera lenta).

Vamos explicar como funciona esse processo, caso alguém ainda não entenda:

Por FPS entende-se frames per second, ou quadros por segundo, levando-se para o português, o vídeo na verdade é uma sequência de fotografias tiradas rapidamente ao longo do tempo. Na TV habitual por exemplo, no nosso caso cuja transmisssão é feita em PAL-M as imagens são geradas a 30 fps, ou seja, a cada segundo de vídeo, são exibidas 30 fotografias em sequência, claro que isso é tão rápido que percebemos a imagem em movimento apenas. Só perto dos 10 a 12 fps conseguimos perceber o movimento em quadros individuais. Animações e games utilizam taxas variáveis que chegam até míseros 15 fps sem comprometer a qualidade da imagem. Curiosamente o cinema tem uma taxa de transmissão menor que a da TV, de 24 fps. Aliás recomenda-se quando for filmar com a intenção de ter um aspecto cinematográfico, que se filme em 24 fps.

Enfim, as câmeras fotográficas de alta-definição do tipo DSLR conseguem filmar a 60 fps, que é o dobro de imagens por segundo da TV e um pouco mais que o do cinema. Se na hora de dar o playback nesse vídeo eu “lentificar” a projeção para atingir 24 fps terei um efeito de câmera lenta suave com redução de mais de 50% da velocidade original. É possível fazer isso filmando em 30 ou 24 fps via softwares como Adobe After Effects ou Twixtor, mas esses softwares vão literalmente “Inventar” frames que não existem, entre uma fotografia A e B eles irão “supor” as imagens intermediárias e vão criá-las. Isso pode funcionar bem em alguns casos, mas com frequência gera aberrações (verdadeiras distorções) no resultado final.

No caso das Super Câmeras de Slow Motion, dessas que fazem essas séries que passam no Fantástico Domingo a Noite. As cãmeras chegam a ABSURDOS 100, 200 e até 500 fps. Quando rodados a 30 fps geral um slow motion nitido que permite que visualizemos até a asinha do mosquito batendo.

Bem é isso…As imagens em camera lenta foram filmadas a 60fps e depois reduzidas para 24fps que é o framerate do video

Tive 3 saídas para conseguir os vídeos, um passeio de barco no rio tarumã (na outra margem), uma ida ao parque do Mindú e uma passeio aqui embaixo do prédio, por incrível que pareça, sempre encontramos coisas interessantes para filmar perto de casa mesmo!!

Abraços e até a proxima.

O Inimigo (Cinema)

Primeira experiência realmente cinematográfica de minha vida. Também o primeiro roteiro, que foi um dos vencedores do Prêmio UM TUCHAUA de roteiros de 1 minuto. Não é lá grandes coisas, mas diz pelo menos que se destacou entre os demais concorrentes. Retrata o pesadelo do “auto-confronto”…pesadelo? Será? Iria relatar todo o processo de como foi feito e pensado o curta mas, já fiz isso em outro vídeo. Que acredito ser mais que ilustrativo:

Aí está, meus agradecimentos a todos que participaram desta pequena odisséia de transformar idéias em algo palpável como um clipe, um vídeo, um produto…enfim. É o máximo da alquimia. Que esperamos continuar experimentando e aprimorando. Abraços!