Curta-Metragem

Ficha Técnica

“Ricardo quer impressionar o gerente nacional da empresa onde trabalha servindo jantar regado a vinhos sofisticados, porém, nem nem tudo sai conforme o esperado”

Elenco:
Ricardo: Israel Pinheiro

Cláudia: Wanessa Amador

O Enochato (Gustavo):  Richard Harts

Juliana: Kássia Teixeira

Roteiro, Direção e Edição: 

– Anfremon D´Amazonas

Assistente de Direção e Iluminação: 
– Kharla D´Amazonas e todo o elenco.

Trilha Sonora: 
– Soda Billy
– SPH Rock and Roll

Agradecimentos Especiais: 
– Ierecê Barbosa
– Daniel Oliveira e Adega Brasillis
-Junior Rodrigues
– Amacine Futuros Cineastas
– Deus
Filmado com Câmera Canon T2i e Lentes Canon
e Gravador de Áudio Zoom H2

Israel Pinheiro interpreta Ricardo no Curta "O Enochato"

Comentários Adicionais da Edição: 

A edição do áudio foi a parte mais dificil, com destaque às falas. Isso ocorre devido ao nosso registro “atrapalhado” de gravação do áudio. Realmente nessa hora, um assistente completamente dedicado ao áudio faz muita falta. O problema é que para cada cena, gravamos multiplos “Takes” e o correto é o gravador de áudio ser ligado e desligado a cada take, para que cada take tenha um arquivo de áudio correspondente. Facilitaria a vida na hora de editar. O problema é que sem assistentes o gravador ficou ligado direto entre os diversos takes. Editei primeiro o vídeo para selecionar as melhores cenas e depois veio o martírio, encontrar o áudio referente a cada fala, separá-lo, tratá-lo e depois “sincronizá-lo” com cada take novamente.

Mas afinal por que não utilizar o áudio da câmera mesmo?

Bem, o microfone embutido da câmera é omnidirecional, ou seja, capta absolutamente tudo em volta. E por mais que se faça silêncio, o microfone capta vibrações do ar-condicionado, refrigerador, ruidos da rua (a locação era o apartamento de minha mãe que fica na esquina da Av. Efigênio Salles com a Av. Paraíba) e ainda o irritante ruído do ventiladorzinho (cooler) do Refletor, que exigia a brilhante manobra de se enfiar uma caneta para interromper mecanicamente seu funcionamento durante os takes, correndo os riscos do refletor queimar por superaquecimento.  A solução seria então desligar todos os aparelhos, mas não faria isso com meus queridos atores, que aliás, estavam interpretando um “agradável”  jantar de negócios, não os queria suando, a não ser o Enochato depois do açaí. Nem tampouco iria querer descongelar a geladeira de minha mãe…enfim…

A solução foi utilizar o gravador Zoom H2, pois ele é direcional, ou seja capta o som apenas onde é “apontado”. Bem, não é tão perfeito assim, sempre vaza um pouco…mas bem menos que o normal. Tenho utilizado esse gravadorzinho para vários trabalhos, custou-me R$ 600,00 mas valeu a pena cada centavo.

Gravador - Zoom H2

Dizem que a versão H4 ou ainda H4N deste aparelhinho é ainda absurdamente melhor. Bem, o natal tá chegando e eu já fica a dica para os amigos, pode ser presente coletivo, não tem problema!!

Depois de um tempo procurando arquivos. Resolvi tentar a via inversa, isolar o áudio da câmera, jogá-lo no num software de edição de áudio, aplicar um redutor de ruído e “devolvê-lo” ao take. E isso deu absurdamente certo, pelo menos nesse caso. Apesar de ser também trabalhoso, livrou-me da sincronização do áudio. E depois de 15 minutos, já estava fazendo isso de forma automática.

Utilizo para esses pequenos trabalhos, o Audacity, um software livre (open source), gratuito e que tem muitos plugins de áudio interessante. Esse plugin redutor de ruído funcionou muito bem no meu caso, você apenas seleciona uma parte do áudio onde não há falas, apenas o ruído que se deseja eliminar e pede para ele analisá-lo, ele traça um “perfil”, digamos assim, do ruído e o remove do áudio. Como senti falta de um plugin destes embutido no próprio Adobe Premiere! Programa que aliás, tem vários bons plugins de áudio.

E porque então não utilizar o gravador externo como microfone da máquina?

Sim, isso seria deveras interessante, só não o fiz por alguns motivos básicos:

– Incluiria um terceiro elemento provocador de ruído, o Cabo! Sim, precisaria de um cabo P2/P2 para ligar camera e gravador. Não tinha nenhum cabo destes realmente confiável no momento.

– Não havia testado se isso funciona adequadamente. Coisa que pretendo fazer em breve.

E agora com essa possibilidade de tratar o áudio da própria câmera, penso que se posso ter 2 fontes de áudio, por que trabalhar com uma só. Teve uns 2 ou 3 takes, onde vazou o barulhinho do cooler, em que tive que utilizar o áudio do gravador. Sem perda de qualidade para o projeto todo.

Trilha Sonora

A trilha é algo que deu um pouco de trabalho, mas mais por conta de ser algo que você tem que “sentir” mesmo…Ver o vídeo várias vezes, ouvir as músicas várias vezes e o resto é tentativa e erro. Fiz a entrevista do Matheus Gondim para o projeto Greens na mesma semana de gravação do curta e daí já aproveitei para pedir a ele a permissão para utilizar as músicas da Soda Billy, pois elas caíam como luva no curta.

A sequência de edição foi:

– Imagens (cortes) / Trilha Sonora / Efeitos Sonoros / Áudio das Falas

Legal fazer as imagens primeiro pois você será forçado a revê-las dezenas de vezes…e daí dá para melhorar os cortes depois…Sem falar que vc tem mais chances de pegar os erros de continuidade. Quase que o vídeo sai com o tripé aparecendo em uma das cenas.  Penso que nem tem como ser de outra maneira.

Richard Harts interpreta "Gustavo - O Enochato"

Falha Grave

Há um problema grave nesse vídeo, o qual me responsabilizo totalmente. Pretendia filmá-lo em Full HD com 1080p e 24 fps para dar mais “cara” de cinema. Mas na correria da auto-produção do filme, acabei esquecendo de configurar a câmera, e filmei em HD com 720p e 60 fps, configuração que utilizei quando filmei o “Sleeping Inside-Rainbug”, trabalho anterior em vídeo. Só percebi isso depois de já ter filmado uns 70% do curta, pelo andar da hora, não dava para voltar atrás. Converti os arquivos para 720p com 24fps. E após a conversão, essa diminuição drástica dos fps, levaram a um excesso de “Blurring” na imagem, notado principalmente pelo “embaçamento” que aparece quando as pessoas se movem muito rápido. As imagens originais em 60 fps não tem esse problema. Foi definitivamente “leseira” minha, algo que com certeza não irá mais acontecer nos próximos trabalhos.

No geral foi um bom aprendizado que, como já disse antes, tirou-me bastante da zona de conforto. Agradeço bastante aos atores que acreditaram neste trabalho, mesmo parecendo na hora, uma coisa completamente sem noção. Quando vemos o resultado final, até nos surpreende. Acho que foi interessante para eles também, já que tem formação de teatro, e a gravação de vídeo é completamente diferente. Vamos seguindo adiante até o próximo desafio, estamos atrás de boas idéias para curtas.

Você tem alguma?

Abraços

Anfremon

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