Capa e contracapa do Livreto do CD Só Por Hoje

Um passeio pelas músicas do CD Só Por Hoje da banda SPH Rock and Roll, através do audiostreaming do site Soundcloud. Contando com descrições da própria banda sobre o processo criativo, gravação e curiosidades sobre as músicas!

1) BR-174

Inspirada no clima de músicas como “Born to Be Wild”, “Infinita Highway” e “Sweet Hitch Hiker”, BR -174 é a nossa “Road Music”, sua letra fala sobre o prazer de dirigir numa longa estrada e a analogia de vida a “dirigir-se a um novo lugar”, “novos objetivos”, etc.

Na verdade essa música foi composta a princípio para a banda Sweetcase, era cantada em inglês e tinha um significado completamente diferente do atual. Na sua conversão para SPH adquiriu a pegada característica da banda, na época contando ainda com Lessandro na guitarra solo.

Trabalhamos bastante com essa música em estúdio, muitos trechos foram regravados várias vezes e apesar de satisfeitos com resultado final, achamos que honestamente a gravação ainda não traduz ainda o que é realmente a música. Talvez um futuro registro ao vivo seja sua versão definitiva, acho que só Ao vivo conseguimos mostrar o que essa música realmente é. Fato inclusive já comentado por alguns amigos e fãs da banda. Enfim, para curtir ao vivo, é preciso conhecer a música e principalmente ela que abre o CD. É a música que mais nos empolgamos para tocar!!

Para o CD foram regravadas vozes, feita nova timbragem de instrumentos, e ajustados os volumes dos pratos ainda muito altos nessa gravação!

2) Pega Ladrão

A música já existia quando eu (anfremon) entrei na banda. No entanto a letra foi modificada para melhor adequação à linha melódica. A idéia surgiu durante um ensaio da banda em 2006 quando os integrantes conversavam sobre o escândalo do Senado envolvendo Renan Calheiros, ná época. Decidiram fazer uma música que abordasse aqueles tópicos que recomenda-se nunca discutir: Mulher, Política e Futebol. Fabão e Lessandro ainda faziam parte da banda e participaram da gravação dessa música. Originalmente a música era mais para o Rock N Roll, sendo bem rápida mesmo. Com tempo ela foi lentificando e adquirindo essa pegada de Blues Rock. A versão do CD vem com um ajuste diferentes de timbres, principalmente nas guitarras, deixando-as mais “Gritantes”, também valorizando um pouco mais a guitarra do Marquinho, que ficou discretamente apagada nesta versão!

3) Simplesmente Pelo Fim

Já havíamos gravado 4 músicas e queríamos compor um Country Rock, o Dougllas Abreu estava na banda nessa época e sabendo dessa nossa vontade, trouxe para o ensaio o primeiro esboço do que seria a música, ele e o Israel Tequila Underline trabalharam nos acordes básicos e riffs. O Israel teve então uma típica sessão de composição de letra a “la Chico Xavier” e em 5 minutos escreveu um texto básico do que seria a letra da música. Meu trabalho foi então alterar esse texto e criar uma linha melódica para a voz e sugerir algumas mudanças nos acordes (principalmente na ponte da música) para que essa linha melódica se encaixasse. Lúcio Rabelo colocou a bateria na hora e Marquinho acompanhou os acordes. Em 2 ensaios a músicas estava pronta e foi feita a 5 mãos de maneira muito espontânea. A versão do CD vem com melhor timbragem dos instrumentos, ajuste de backing vocal (muito alto nessa versão) e um plug-in “intensificador de estereo” que causou um efeito muito agradável na música inteira.

4) Algo Mais

Essa música estava presente em minha cabeça há muito tempo, há pelo menos 10 anos a melodia e o refrão já estavam prontos, mas foi somente após chegar à metade do CD da SPH que ela realmente materializou-se da forma em que se encontra agora. foi engraçado pois no processo de decisão de como seria a música, brincávamos se iriamos fazer ela mais “Stones” ou mais “Dylan”, optamos pelo “Dylan” e dizemos que ela acabou saindo meio “Maná”, talvez pelo violão acústico e gaita. Interessante como “planejar” as coisas nesse processo criativo nunca resulta no planejado, mas o resultado sempre surpreende!! É a a música mais introspectiva e refletiva da banda. Não sei definir se é um blues no seu aspecto estético, mas com certeza é “de alma” pois põe para fora sentimentos muito profundos, é libertadora, de certa forma. A gravação foi feita pela formação atual da banda, mas eu fiz “algo mais” além de cantar (desculpem o trocadilho), toquei violão acústico na gravação, inclusive a introdução de violão, roubando um pouco o trabalho de Jean Carlos. A gaita é assinada por Higorberto Henn. Gaita e guitarra solo concorreram bastante nessa gravação, dando um trabalho danado na mixagem para definir “de quem seria a vez”, destaque especial para o trabalho do Ita Melo, convertendo artisticamente alguns arranjos de guitarra nesses sons viajantes de “baleia” que se ouve na música. Na versão do CD, ela vem com melhor timbragem de instrumentos, principalmente baixo e bateria e correção dessa “sobra de grave” que se ouve no começo da música! É isso aí…

5) Margarida

Na composição desta música estava buscando referências como My Girl (do Temptations), Only You e até Last Kiss. Mas aí ao passar o material para o pessoal da banda, mais uma vez a surpresa, a música virou um brega! ehehehe…Na verdade seria um “Bluesinho”, um brega-blues talvez.. Registrada na segunda leva de gravações (junto com BR-174), Margarida ainda conta com Lessandro Rodrigues de Alencar na guitarra solo, Israel no Baixo, Lúcio, Marquinho e Eu. Todos gravaram o “Uma, uma, uma” que dá para ouvir lá no fundo no final do refrão. Para o CD foi retirado o “click” que aparece no começo, foi melhorada a timbragem dos instrumentos e das “palmas” no refrão foi retirado o plugin que o deixava com aspecto artificial, elas estão bem mais naturais agora. Estamos devendo o videoclipe desta música, que será estrelado porRayssa Deschain, mas ficou decidido que ele será lançado junto com o CD!! Vamos aguardar!!

6) O Rastro do Matá-Matá (via SoundCloud)

Ver post imediatamente anterior a este, exclusivo para essa música.

7) 60 Graus

Contribuição do Jean Carlos na composição dos riffs e estrutura harmônica da Música. Letra escrita a 3 mãos (Tequila Underlinel, Anfremon D’Amazonas e Jean) e fala sobre relacionamentos, sexo e aventura, desprendimento, enfim…sobre Rock and Roll. Brincamos de dizer que essa é uma música da banda SPH com pegada “ZZ TOP”. Interessante pois por ser uma das 4 últimas músicas a serem gravadas, ela foi finalizada no estúdio. E até evitamos de tocá-la ao vivo pois precisamos ensaiá-la devidamente, ou seja, aprender a tocá-la ao vivo. Na mixagem foi feita uma brincadeira interessante com o stereo, que dá para perceber bem ao se ouvir com o fone de ouvido. Nesse caso, nada a ser mudado…essa é a versão do CD.

Jean Carlos:  não lembro como surgiu o riff…mas com certaze tem influencia d ZZTop…esta vendo um dvd q havia comprado na época..vale lembrar q tinha acabado d entrar na banda…o ,ucio e o Israel foram fazer uma visita a minha casa..acho q estava mais pra sondagem hehehe…mostrei o riff pra eles eles gostaram muito(do riff e dos cupcakes da minha esposa hehehe)…acho q foi tntão q garanti minha entrada na banda :)..

8) Todo o meu Amor em Vão

Composição do Israel (Tequila Underline) inspirada no clima romântico de All My Love in Vain de Robert Johnson, apenas inspirada, comparem as músicas e verão que são completamente diferentes. Foi devidamente trabalhada e modificada pelos demais integrantes da Banda. Estive um pouco afastado do processo de composição desta música pois minha filha havia acabado de nascer, inclusive os primeiros registros dela são com o Marcos Lima Chaves da Ctrl+ Z nos vocais. Na gravação houve participação especial de Dougllas Abreu na guitarra solo (ele fazia parte da banda na época). De resto segue com a formação atual. Pouca diferença desta versão para a versão final. Apenas melhor timbragem dos instrumentos como um todo! Para mim foi uma das melhores músicas para gravar pois ela pedia um vocal forte e muito expressivo. Somos suspeitos para falar. Mas acho que fizemos um bom trabalho nesta música!

9) Urublues

Foi minha primeira experiência de composição especialmente feita a SPH, gravei a música em casa, utilizando baterial eletrônica, Violão e gaita. Levei a gravação para o pessoal da banda que a transformou no que é hoje. Uma das músicas mais dificeis para cantar. Pois as estrofes são absurdamente graves e o refrão é bem agudo. Foi gravada junto com Pega Ladrão, ainda contando com Fábio Souza no contrabaixo e Lessandro na “Slide Guitar”. Utilizamos um efeito de “megafone” na voz para acentuar a mudança entre refrão e estrofe. É um lance meio experimental e perigoso, mas gostamos do resultado final. Para o CD foi feita nova timbragem de instrumentos, bateria e melhora do efeito “megafone” permitindo maior nitidez na voz. Só por curiosidade, no Sul do País existe uma banda de Blues chamada Urublues! Mas isso eu só descobri muito tempo depois. Ainda bem que eles não tem nenhuma música homônima!

10) Blues da Irmandade

Gravada no primeiro e único take, realizado com a intenção de captar apenas o som da bateria. Mas daí achamos que o felling ficou tão bom que se fossemos fazer a gravação habitual, faixa a faixa, instrumento por instrumento…não ficaria legal, perderia o feeling da música. Apenas a voz principal foi gravada depois…pois havia muita interferência dos outros instrumentos na voz guia. O Diálogo inicial foi gravado pela dupla Anfremon e Israel, durante as sessões de mixagem da música, os sons de bar e edição ficaram a critério do ITA MELO, nosso produtor musical.

A letra foi feita a pedido do Lúcio e Marquinho que queriam um blues que falasse sobre a recuperação da adicção. A frase “Hoje já faz sete anos” refere-se ao tempo que o Lúcio estava limpo em relação ao uso de drogas, hoje seriam 8 anos e 9 para o Marquinho.

André Marcelo (Andrezinho), responsável pelo suporte técnico da banda gravou violão acústico nessa música e Higorberto Henn gravou a gaita. O tom da música era originalmente em E, mas foi modificado para F na hora da gravação para que casasse melhor com a afinação de uma das gaitas de blues disponíveis…Depois o F ficou sendo o tom oficial! Foi gravada junto com Algo Mais…e marca a entrada de Jean Carlos na Banda! A versão do CD será praticamente essa aí, porém com uma timbragem melhor dos instrumentos e a voz com um pouco de Reverb. Já Que nessa versão está bem “seca”!

11) !Ride?

Com certeza a música mais pesada do repertório. Ride é uma crítica à noite Manauara e principalmente aos seus atores sociais, empresários, gerentes e principalmente, sim, colegas músicos que insistem da tática de promoção através do ataque aos outros colegas. É o nosso grito de revolta contra toda essa sujeira que rola, infelizmente com muita frequência nas noites de Rock em Manaus. Deixamos claro que não estamos generalizando pois encontramos muita gente legal e honesta nestes anos, e que também não somos santinhos, tivemos, até por sobrevivência no meio, que desenvolver certa malícia…mas procuramos o Fair Play, quase sempre que é possível!

Os primeiros ensaios dessa música foram ainda com o Dougllas na guitarra, quando ainda chamávamos a música de “Pau de dar em doido!!”, depois com Jean, foi que realmente definimos a estrutura da música, é dele os duetos e “trietos” de riff e o solo “Polipsicodélico” da Música, o Israel e Lúcio contribuiram com a “Ponte tribal”.

Segredinho: Essa música esconde alguns “mistérios”…que talvez só sejam revelados após o lançamento do CD. Mas um deles eu conto agora, há “samplers” de vozes de um filme de Quentin Tarantino espalhados na música…Mas deixo vcs tentarem descobrirem qual é!

12) Só Por Hoje

Pensada para ser a música “título” do disco. A nossa “Só Por Hoje” (já que existe uma do Legião Urbana, aliás da qual somos fãs e inclusive tocamos eventualmente nos shows) foi embrionariamente criada quando a banda curtia um momento “Doobie Brothers”, havíamos acabado de incluir “Listen to the Music” ao repertório de covers e com certeza a música originalmente tinha alguma influência dessa banda.

No decorrer da gravação do disco ela foi sendo gradativamente modificada. A letra é bem clichê no que diz respeito ao universo SPH, isso é intencional e nem tinha como ser de outra maneira. Trata-se de uma música animada, alto astral e em nossa concepção, ideal para terminar o disco, aliás é a única que termina em Fade Out longo, dando a idéia de continuidade do trabalho…

Houve grande contribuição do Jean Carlos nessa música, pois apenas o seu “esqueleto” estava pronto quando ele entrou na banda, principalmente nos riffs iniciais e solos. Apesar de estarmos inseguros a principio pela falta de definição da música. Foi uma das que deu menos trabalho para se produzir. E também uma das que temos que ensaiar bastante antes de tocar pois foi finalizada dentro do estúdio.

Todas as gravações foram feitas no estúdio Expresso 24 tendo seu proprietário ITA MELO, como produtor, engenheiro de som e mixagem!  Conheça o trabalho do Estúdio:

http://expresso24.com.br/

Agora é só aguardar o lançamento. O CD Master e projeto gráfico já estão na Microservice, o processo de prensagem das primeiras 1.000 cópias deve começar a qualquer momento!

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