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Inspirado no disco solo de um dos meus grandes ídolos, Eddie Vedder – Ukulele Songs (já fiz um review desse disco aqui) comprei um pequeno Ukulele Kala e comecei a aprender seus acordes. Curiosamente, esses pequenos instrumentos começaram a ser vendidos aqui em Manaus nas importadoras especializadas.

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Meu Primeiro “Uke” da Marca Kala – “Woody”

Fato é que trata-se de um instrumento relativamente fácil de se aprender e tem inumeros videos no You Tube e páginas na web mostrando como se faz, cito algumas fontes como: Got a Ukulele e Ukulele Mike.  Ele tem apenas quatro cordas e utiliza a seguinte afinação G-C-E-A (a do violão comum seria E-A-D-G-B-E), com um fato muito estranho: as cordas C-E-A seguem a mesma evolução de timbre do violão, da mais grave para a mais aguda, no entanto a corda mais aguda do Ukulele é a G, que no violão estaria na posição da E mais grave. Creio que essas duas cordas agudas nas extremidades são as que garantem essa sonoridade tão viva e peculiar do instrumento. Lembro que essa é a afinação standard ou do ukulelê soprano, alguns ukulelês tem afinações diferentes. Para afinar utilizando esses afinadores atuais estilo “clipe” deve-se utilizar o mesmo no modo Cromático ou ainda você pode utilizar um afinador on line como esse aqui. Alguns acordes são extremamentes faceis de aprender, boa parte deles se resume a colocar apenas 1 dedo em uma das casas e tocar o restos das cordas soltas. Mesmo os acordes estilo “pestana” (ou Barred Chords, em inglês) são bem faceis de executar pois as cordas são muito juntas (na verdade essa distância curta entre as notas as vezes é até um problema dependendo do tamanho do braço do instrumento e da mão do tocador).

Ukulele Chord Chart page1

Quadro de Acordes para Ukulelê – Clique para Ampliar

Para mim que já tinha um conhecimento do violão, foi muito fácil dominar os acordes, em pouco tempo já estava arranhando algumas canções, claro que ainda não sou nenhum Jake Shimabukuro (olha só isso) e provavelmente nunca serei, mas já dá para se divertir um pouco.

Sleeping by Myself foi a primeira música que aprendi a tocar no Ukulele, na verdade comprei o “woody” pensando nessa música, achei que seria tarefa dificil mas foi mais fácil do que pensei. Fiquei feliz e segui em frente. Fui aprendendo novas músicas e convertendo algumas que já sabia tocar na guitarra ou violão para o ukulelê (Caso queira ouvir a música original aqui vai o videoclipe do Eddie que mostra uma Luthieria de Ukulelês)

Logo surgiu uma oportunidade de fazer um evento acústico na Livraria Saraiva, seria o lançamento do livro da minha mãe. Apesar de simples exigia um novo desafio, fazer o instrumento tocar mais alto. Tentei eletrificar o Kala colocando um captador nele, gastei quase o valor dele nessa empreitada e acabou não dando muito certo. Precisava de um novo companheiro para esse projeto. Um ukulele para eventos:

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“Buzz” – Meu segundo “Uke”, agora com captação e saida para amplificador

Encomendei o “Buzz” de uma loja em São Paulo, chegou em uma semana e mostrou-se uma belezinha de instrumento, som suave, braço ainda menor que o do Kala e um corte arrojado que lembra uma guitarra. E sem falar que é um Ibanez, nem guitarra Ibanez tenho mas já posso me gabar de ter o “uke”.

A primeira apresentação transcorreu tranquila, apesar de certa insegurança relacionada a expectativa da coisa. Estava lançada a semente. Rodrigo Torres, parceiro da The Greens me acompanhou nessa pequena apresentação de apenas Ukulelê e violão.

Your Song – a linda música do Elton John – Fez muito sucesso com o próprio e também foi regravada por outros vários artistas, eu particularmente passei a gostar mais dela depois do filme Moulin Rouge. Gravei essa em homenagem a minha esposa pela comemoração do dia dos namorados. Ficou uma versão um tanto rápida e se mostrou um desafio pela constante troca de acordes. Hoje costumo tocar ela de forma bem mais lenta, como a original.

Mother Nature Son – Música B-Side dos Beatles (se é que existe isso) fica bem legal nesse instrumento. Como se sabe temos dois entusiastas do Ukulelê nos Beatles, Paul McCartney e George Harrison.

E é em homenagem a Harrison que posto o último vídeo com a música I´ll See you in My Dreams, parece ser uma música da década de 20 (1920) e não sei afirmar de quem seria a autoria, mas essa música no Ukulelê ficou conhecida no encerramento do Concert for George, um ano após seu falecimento. Joe Brown é o músico inglês que presta essa bela homenagem num ukulelezinho com som fantástico e acompanhado por banda e orquestra. Faço questão de postar esse belo momento do rock and roll aqui:

Minha versão é bem mais solitária, e perdoem a penumbra e o audio não sincronizado. Neste dia não estava com muita paciencia para detalhes técnicos, it´s only about music (sorry!)

Depois disso a banda toda se envolveu em um show acústico envolvendo: violão, ukulelê, baixolão e percussão. Já apresentamos esse tipo de apresentação 2 vezes no Jack and Blues (nossa casa de Rock, Blues e Jazz aqui na cidade) e estamos aperfeiçoando.

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Especial “The Greens Light” no Jack and Blues

Como nem tudo na vida se trata de copiar também tentamos desenvolver o lado autoral. Uma sequência de acordes ficou durante algum tempo em minha cabeça e logo se tornou uma música, ganhou letra e virou uma pequena homenagem para minha filha Sofia.

Gravamos ela em estúdio há pouco tempo, o Rodrigo mais uma vez ajudou acrescentando um solo de violão. Essa canção deverá fazer parte do primeiro álbum da The Greens. Curtam agora a música abaixo e espero que tenham gostado do texto. Se você estava atrás de um instrumento prático e barato para aprender, aí em cima estão umas boas dicas, vá buscar o seu “uke” e seja feliz!

aí.

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Cores Quadrado

Resultado dos estudos de cores dos membros do FotoClube Lentes da Amazônia (FCLA), a Galeria Moacir Andrade, do Sesc, inaugura no dia 04 de setembro, às 19h, a exposição coletiva “Cores”, com 38 fotos de autores diversos. A exposição fica em cartaz até o dia 28 de setembro.

Esta é a quarta exposição coletiva do FCLA. A primeira foi realizada em novembro de 2010, durante o lançamento oficial do fotoclube. Nesta terceira edição, o FCLA reúne imagens que retratam as cores de maneira singular: desde o reflexo de uma casa amarela em período de cheia do Rio Negro até as cores tradicionais dos barcos que navegam pelos rios de Manaus.

Há fotografias produzidas em outros Estados e países e fotos que foram aceitas na última Bienal Brasileira de Fotografia. “Nos dedicamos para estudar diversos temas dentro da fotografia. Nesse caso, em particular, nosso foco estava nas cores”, explica o presidente do FCLA, José Zamith Filho. “O resultado é um mosaico impressionante sobre comportamentos, paisagens, pessoas e muito mais”.

A Menina - Por Anfremon D´Amazonas

A Menina – Por Anfremon D´Amazonas

A exposição estará aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, até o dia 28 de setembro. As fotos foram impressas em papel de alta qualidade com impressão fine art e contou com o apoio da empresa de impressão FAZZ.ART. Até o final da exposição, o FCLA também promoverá uma programação diversificada de minieventos ligados à fotografia, como Foto-Troca e Foto-Cine, aumentando a oportunidade de mais pessoas visitarem a exposição.

Os fotógrafos
Fotógrafos profissionais e amadores, membros do primeiro Fotoclube de Manaus, vinculado à CONFOTO – Confederação Brasileira de Fotografia: Anderson Yamada; Anfremon D’Amazonas; Beatrice Leong, Bruna Guimarães; Douglas Corrêa, Elem Fragoso, Francisco Rodrigues; Francisco Lima, Gerson Barreiros, Gisele Gomes, Heraldo Reis; José Hilton de Oliveira, José Zamith; Kharla D’Amazonas; Larissa Cruz; Lúcia Barreiros da Silva, Luciane Higashi; Marco Facre, Paulo de Lima; Ricardo Kallai Mugnaini, Thaís Tabosa; Victor Sabino e Wilsa Freire.

Sobre o FCLA

O FotoClube Lentes da Amazônia foi fundado em 27 de março de 2011, a partir de um grupo de fotografia em uma rede social. Sediados em Manaus, tem como objetivo apoiar e divulgar o desenvolvimento da arte fotográfica, agregar interessados em fotografia e disseminar conhecimentos fotográficos a seus membros e à comunidade em geral, através de atividades culturais e educativas tais como cursos, seminários, palestras, exposições, publicações e tarefas afins. É também uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, filiada à Confederação Brasileira de Fotografia (Confoto). Além do Foto-Cine, tem em sua agenda de eventos o Foto-Café, o Foto-Troca e as jornadas fotográficas. Mais informações podem ser obtidas no site http://www.lentesdaamazonia.com.br.

Obs: Texto copiado do site oficial do Fotoclube Lentes da Amazonia

www.lentesdaamazonia.com.br

Love in the Evening II
Brasília/DF
Composição utilizando a regra dos Terços

Você deve estar se perguntando:

– E de onde veio essa história de regra dos terços?

Bem, sabe-se que ela é muito antiga.  Antes mesmo da criação da fotografia era já era usada nas artes plásticas. Mas na verdade há quem defenda que ela seja uma versão “preguiçosa” de uma outra regra bem mais antiga e universal.  Imagine que exista um número, uma razão, encontrada na natureza com frequência, que consegue predizer o crescimento de uma concha marinha, que corresponde exatamente à proporção de abelhas macho e fêmeas numa colméia, que indica com exatidão nossas proporções corpóreas e muitos outros fenômenos naturais. Esse numero existe e chama-se PHI, em homenagem a Fídias (escultor antigo)  e equivale resumidamente a 1,618033. Esse número tem várias nomenclaturas, entre elas:  Proporção Áurea, Razão Áurea e Proporção Divina. Se você leu o livro ou assistiu o filme “Código Da Vinci” já sabe do que estou falando: Proporção universal, Homem Vitruviano, Sequência de Fibonacci, etc.

Concha (Nautilus) e sua relação com a proporção Áurea

Matematicamente descreve-se esse proporção da seguinte forma: (a+b)/a=a/b=PHI. Passando para a o corpo humano podemos dizer que a distância dos pés à cabeça (a+b) quando dividido pela distância dos pés ao umbigo (a) é igual à divisão desta ultima (a) pela distância do Umbigo à Cabeça (b). Eita, agora confundiu tudo hein!?! Nada, é bem simples, observe o caracol verde acima e as linhas geradas por seu retângulo interno. Se colocássemos um Caracol desse de cada lado, como se fossem espelhos, teríamos a grade da proporção áurea muito parecida com a regra dos terços.

Linhas Vermelhas – Proporção Áurea
Linhas Azuis – Regra dos Terços

Para transformar a regra dos terços em proporção áurea basta “internalizar” um pouquinho os quatro pontos de ouro. Por isso é que na parte 1 comentei que a precisão não é obrigatória na regra dos terços, mas que se observada causa uma composição mais harmônica, em tese, tão harmônica que chega a ser “divina” visto que é utilizada “pelos Deuses em suas criações” (crenças pessoais a parte, por favor!)

Espiral de Ouro – tendendo ao infinito. Outra maneira de “Harmonizar Divinamente” suas composições Fotográficas

Jake Garner é um fotógrafo de moda que utiliza a espiral de ouro em suas composições, confira abaixo 2 amostras de seu trabalho e visite seu site para mais de seu trabalho e detalhes sobre suas idéias a respeito da proporção áurea.

Foto: Jake Garner

Foto: Jake Garner

Parafraseando Jake em seu artigo “Não quero que você saia por aí com régua e esquadro tentando medir tudo que fotografa para garantir que segue esses princípios naturais, o que recomendo é que você comece a ver o mundo da mesma maneira que a Mãe natureza vê, numa proporção de elegância absoluta e beleza matemática. Talvez assim suas imagens comecem a parecer um pouco mais fortes do que são!”

Voltando ao começo do post podemos afirmar que realmente a regra dos terços pode ser usada como alternativa mais simples à proporção áurea e terá resultados bem parecidos, mas não são iguais e agora você já sabe disso e tem 3 ferramentas para usar em suas composições: A regra dos Terços, A Proporção Áurea e a Espiral Áurea. Com certeza já deve estar com muitas idéias na cabeça. Que tal umas fotos para botar pra fora e ao mesmo tempo fixar isso tudo??

Fonte: internet

Bons Cliques!!

Pontão Lago Sul – Brasília / DF
Fotografia Utilizando a Regra dos Terços como Técnica Composicional

Vamos começar a falar sobre composição e afinal do que se trata isso?

Fotógrafo também compõe? – Foi o que me perguntei quando tive a primeira aula disso. Sim, compõe…e muito!! Na verdade o que quase sempre difere um fotografo do outro é a composição.

Vou dar aqui uma definição  pessoal do tema depois de ler alguns livros e artigos sobre o assunto:

– Composição seria a arte ou ciência (sei lá) de manter os olhos do espectador na foto o maior tempo possível!

Aqui na verdade entramos num campo perigoso e falar sobre “regras” pode torcer o nariz de muita gente. Antes disso convém falar que este texto é voltado para as pessoas que estão começando a fotografar agora e querem fazer fotos melhores. Quem já fotografa há algum tempo sabe que esse é um tema complexo e praticamente inesgotável de se discutir.

Entendamos as regras aqui descritas não como absolutas, mas como diretrizes para uma fotografia mais agradável aos olhos. As regras podem sim…até devem ser quebradas, mas desde que você entenda e saiba que está quebrando por perceber que essa fotografia se encaixa em outra regra ou ela contém elementos sejam gráficos ou de conteúdo, que façam a “quebra” valer a pena!!

Regra dos Terços

Vamos começar por essa que parece ser o tema de entrada de qualquer aula de composição.  A que a regra dos terços nos pede basicamente para fazer é o seguinte:

– DESCENTRALIZE!! Por favor!! 

Afinal porque todo mundo tem que ficar no centro do quadro? A maioria dos fotografos eventuais em seus registros pessoais centraliza tudo, em parte acho que isso é culpa das próprias máquinas que já trazem o ponto de foco centralizado! Se na máquina está no meio, acho que isso deve ser o certo não?!?! Pois é, não é bem assim…por incrivel que pareça muita gente ainda  desconhece a função do “meio Botão”…onde você aperta apenas meio botão para focar no ponto onde deseja e depois disso (mantendo meio botão apertado) você pode reposicionar o sujeito da foto no quadro, sem perder o foco, para então tirar a foto (apertando o botão inteiro) com uma composição melhor.

E porque não Centralizar?

Entendo que há razões fisiológicas para isso…Temos 2 olhos, um ao lado do outro, para focar num objeto que fica no meio dos dois olhos somos obrigados a fazer uma “convergência” do olhar, quase um estrabismo temporário…e isso é irritante, por mais que não percebamos de imediato. Se o tema da foto está descentralizado no quadro, para focá-lo, os olhos mantém seu paralelismo e giram ambos para o mesmo lado. É mais confortável!

Tal como a leitura, seria interessante que os olhos percorram a foto a partir de um tema de um lado para outro, com isso gerando um dinamismo do olhar e mantendo a atenção à imagem por mais tempo. A imagem centralizada é estática e cansativa os olhos, eles (os olhos) são captados pelo sujeito no centro (posição de convergência) e geralmente não tem para onde correr. É preciso ter bons motivos para centralizar o tema da fotografia. Veremos algumas exceções destas em posts futuros.

Como então Descentralizar?

Aqui começam as nossas regrinhas, neste caso vamos dividir a tela numa grade com 2 linhas verticais e 2 horizontais como mostra a figura abaixo:

Grade da Regra dos Terços

Provavelmente você já viu essa grade na sua máquina, quase todas as máquinas recentes com LCD vem com a opção de mostrar essa grade e ela serve justamente para ajudar você a “compor” melhor a fotografia. Pois bem, as interseções das linhas realçadas em verde na figura são os chamados Golden Points ou “pontos de Ouro”. Com essa grade e os “pontos de ouro” em mente vamos aos próximos passos:

1 – Como já estava implicito no texto acima, toda a foto tem um tema ou sujeito. Algo que você está querendo mostrar.  É preciso antes de tudo identificar o sujeito a foto. Aí então basta posicioná-lo PRÓXIMO a um dos pontos de outro, não precisa ser exatamente em cima do ponto.

2 – Se sua fotografia for uma paisagem evite deixar a linha do horizonte centralizada, ao invés disso valorize mais o céu ou o que estiver abaixo dele. Reserve 2 terços da imagem para o que estiver mais interessante (Céu ou terra) e apenas 1 terço para o restante.

3 – Tente mesclar os itens 1 e 2, ou seja, aplicar a regra dos terços à linha do horizonte e ainda deixar um ou mais pontos de ouro preenchidos pelos “sujeitos” (temas) da fotografia.

4 – Se o seu tema for o retrato de uma pessoa que preencha a maioria do quadro os olhos devem ficar próximos aos pontos de ouro ou pelo menos acompanhando uma das linhas da grade.

5 – Se o seu sujeito indica uma direção (aqui vale principalmente para o “olhar” das pessoas retratadas) posicione esse sujeito possa de forma a dar espaço para essa direção. Por exemplo, a pessoa fotografada está com a cabeça virada para a direita para ver o por-do-sol. Nesse caso, posicione-a a esquerda no enquadramento, dando “espaço” para seu olhar.  Se der, posicione a pessoa na coluna mais extrema da esquerda e deixe o por-do-sol no ponto de ouro superior direito. Viu como é facil!

Abaixo selecionei algumas imagens coletadas rapidamente na Internet a título de ilustração da regra dos terços. Voltaremos a discutir suas aplicações bem como suas exceções nos próximos posts.

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Lembre-se dessas pequenas dicas e suas fotos já terão outra aparência. Quem dera se todo turista ou fotógrafo de ocasião tivesse noção desses pequenos conceitos. A quantidade de poluição visual com material fotográfico de baixa qualidade diminuiria muito!!

Já pra rua e boas fotos!

Manaus, 6 de Setembro de 2012

É com grande pesar que anunciamos hoje o fim da banda SPH Rock and Roll.

Foram 6 longos anos de grandes batalhas, conquistas, vitórias e aprendizados. Começando no já extinto Tulipa Negra Blues Bar com especiais dedicados ao Creedence passando pelo FECANI nos anos de 2007, 2009 e 2011, convenções da NA, diversas casas noturnas de Manaus, organizando eventos beneficientes como o já tradicional Beatles Fest (que chega em 2012 ao seu quinto ano) e finalmente com apresentações do Festival Amazonas de Rock e Virada Cultural. Nos últimos 2 anos a SPH ralou para gravar e lançar seu primeiro e único CD “Só Por Hoje” contando em sua etapa final com apoio de amigos, familiares e fãs, arrecadando o dinheiro necessário através de financiamento coletivo em campanha realizada na internet através do Site Catarse.

Motivos

A banda passou por várias trocas de integrantes durante esses 6 anos (principalmente baixistas e guitarristas), suportando bem todas as trocas porque o núcleo formador da mesma manteve-se intacto. No entanto, no decorrer do último ano, em virtude do alto nível de estresse rodeando o lançamento do CD várias “fissuras” foram ocorrendo nesse núcleo e isto foi progressivamente culminando com a saída de um dos fundadores da banda.

Acreditamos que a SPH teve um motivo e uma história muito forte em sua formação. Com essa saída acreditamos que o nome SPH perde todo o sentido, não sendo mais justo carregarmos o nome conosco.

Nada se perde, tudo se transforma…

Aproveitamos agora mais do que nunca para agradecer a todos que acreditaram neste sonho, apesar de tudo, estamos satisfeitos com o que foi realizado, o CD, os Videoclipes, os Eventos organizados, os aplausos pedindo bis, enfim…por tudo. Queremos dizer a todos que não foi em vão… A música da SPH é de autoria igualitária dos cinco integrantes (Anfremon, Lucio, Israel, Marcus e Jean Carlos, ainda na banda, na época de gravação do CD). Todos os dissidentes da banda podem tocá-las em seus futuros projetos musicais, de forma que o trabalho não se perderá…

O CD “Só Por Hoje” continuará a venda até que o estoque acabe e sua versão digital permanecerá indefinidamente nos sites onde foi disponibilizado.

Obrigado pessoal, por tudo!!

Nos encontraremos em breve em outros formatos, em outras esquinas, com outra roupagem mas tendo a ciência e o respeito pelo pequeno, mas importante legado musical que a SPH deixa…

Grande Abraço a todos!

Banda SPH Rock and Rolll

Ponta Negra – Manaus/AM
f/16 | 8s | ISO 400 | @40mm. Tripé e trava de espelho. Disparo pelo temporizador da câmera: 10s. Pós-Produção: Sharpening (50%)

E então finalmente chegou o dia da tão esperada viagem para a Europa, você munido de sua recém adquirida DSLR passa 2 semanas fotografando as mais lindas paisagens medievais. As imagens no LCD de sua máquina são fantásticas, até o dia em que você resolve abrir as imagens em seu computador e percebe que elas não estão assim tão boas pois falta nitidez. Aquele castelo que tanto você se esforçou para colocar ao lado daquela montanha, numa composição brilhante, está assim, um tanto borrado. Você, que achava que suas fotos serviriam até para um editorial numa revista de viagens, percebe que não servem para nada além do que registro pessoal. Calma! Não precisa ser assim algo tão desesperador, afinal, nitidez não é tudo em fotografia. A fotografia como arte é ampla e aceita os mais diversos processos criativos, basta olhar para os filmes, seriados e agora até as novelas brasileiras utilizam amplas aberturas de lente para reduzir a profundidade de campo e desfocar tudo que se encontra atrás dos olhos dos atores.

No entanto, se você é um fanático por fotografia de paisagem, talvez seja também um fanático por nitidez e então as dicas abaixo foram feitas sob medida para você. Com certeza levarão suas imagens a outro nível de qualidade. Faça bom proveito e tire boas fotos!

10 dicas para fotografar imagens com nitidez impecável

 1. Invista em boas lentes

Aqui não tem prá onde correr, as lentes que normalmente vem com o seu Kit DSLR não são as melhores. Boas lentes são caras e geralmente valem o preço, claro que existem as exceções. Geralmente recomenda-se comprar lentes fabricadas pelo próprio fabricante da máquina, mas por questões econômicas, lentes de fabricantes independentes como Sigma e Tamron são geralmente boas opções. Se o dinheiro permitir procure a série L da Canon ou a ED da Nikon. Caso o dinheiro não permita, não desanime, as próximas dicas com certeza vão ajudar a conseguir imagens com nitidez impressionante a despeito da lente utilizada. A título de excelência técnica, considere a possibilidade de adquirir no futuro uma lente com mais qualidade.

2. Cuidado com o que coloca na frente da sua lente

Resista ao vendedor que insiste em vender um filtro UV para “proteger” a lente de sua DSLR. Não há muita justificativa para isso, afinal você gastou uma fortuna para por um “lente de qualidade” na sua máquina e agora quer colocar um vidro qualquer na frente. Filtros diminuem a qualidade da imagem e a nitidez. Hoje com a fotografia em RAW e o moderno Laboratório Digital (Photoshop, Lightroom) não há justificativa para os filtros UV e filtros coloridos para foto em P&B, tudo isso pode ser inserido na pós-produção. Para os fotógrafos de paisagem há espaço ainda para os filtros ND (redutores de Luminosidade) e os filtros Polarizantes Circulares, em situações específicas, onde há de se pesar se o benefício compensa a perda da qualidade da imagem. Com relação à proteção da lente, existe um item que realmente protege a lente (tanto de baques quanto de luz indesejada), chama-se “parassol” e este sim deve ser utilizado de maneira contínua. Agora se você fotografa realmente em regiões inóspitas com possibilidade de chuva, neve e areia e o filtro UV para a proteção é realmente essencial. Invista em filtros de boa qualidade para comprometer o mínimo a nitidez de suas  imagens

3. Mantenha suas lentes e filtros limpos

Inspecione suas lentes antes do uso para verificar a presença de poeira e gordura. Partículas de poeira na lente por vezes impedem a câmera de fazer o foco adequadamente, diminuindo a nitidez da mesma. Retirem a poeira com um “soprador” de borracha, se houver manchas de gordura (tais como impressões digitais) utilizem um paninho de microfibra fazendo movimentos circulares de dentro para fora. Se a mancha não sair com o paninho, uma solução de limpeza (a venda nas casas especializadas) pode ser utilizada no pano para ajudar (Aplique o líquido no pano, NUNCA direto na lente). Se depois disso a poeira ou mancha não sair, procure ajuda especializada para fazer essa limpeza. NUNCA se aventure a abrir a lente para limpar os vidros por dentro, pode ser uma aventura muito cara e custar a perda da objetiva.

4. ISO – quanto mais baixo melhor

Já sabemos que em fotografia digital o valor do ISO ajusta a sensibilidade do sensor à Luz. Quanto menor o ISO, menor a sensibilidade, maior o contraste da fotografia e maior a nitidez. Portanto trabalhe na medida do possível com ISO dito “Nativo” de sua máquina, geralmente de 100, mas algumas máquinas podem ter o ISO nativo diferente. Consulte o manual de sua máquina para descobrir e tente manter nessa faixa.

5. Feche o diafragma (ou “aumente o f-stop)

Quanto mais fechado está o diafragma, maior a profundidade de campo e mais detalhes da foto estarão nítidos. Em fotografia de paisagem, recomenda-se utilizar a menor abertura possível. Existe, no entanto, um fenômeno ótico chamado de difração que diminui a nitidez em aberturas muito pequenas. Como regra geral, ao utilizar distâncias focais abaixo de 100mm utilize o limite de f/16 para o diafragma. Com distância focal 100 ou maior utilize f/22 isso garantirá o máximo de profundidade de campo sem perda de nitidez. Você deve estar se questionando se a foto não ficará muito escura com essa abertura mínima e ISO de 100. Sim, com certeza teremos que compensar aumentando o tempo de exposição e por isso a necessidade absoluta do próximo item.

6. Use um tripé

Invista em um tripé de qualidade para suas fotos de paisagem. Lembre que o tripé leve e estável seria o ideal, mas na verdade ele não existe. A estabilidade é diretamente proporcional ao peso do tripé, portanto teste o tripé antes de usar para verificar se ele não será um “fardo” a ser carregado em suas saídas fotográficas. Há sempre a possibilidade de se colocar um contrapeso no gancho que fica abaixo da coluna central do tripé (a sua mochila pode ser uma boa idéia). Há tripés de diversos modelos, com cabeças diferentes, preços e pesos. Escolha de acordo com sua necessidade e conveniência. Mas se você quer fotos realmente nítidas, o tripé é essencial.

7. Use um cabo disparador, controle remoto ou temporizador

Esses 3 itens tem a mesma função: impedir que o seu dedo, ao apertar o botão do obturador faça com que a câmera se mova, acabando com a nitidez de sua imagem. Lembre-se que estaremos utilizando exposições prolongadas, e que o mínimo de movimento pode interferir. O mais barato, na verdade gratuito, é o temporizador, afinal, já vem com a máquina e geralmente pode ser configurado para 2 ou 10 segundos. É aquele mesmo que dá tempo do fótografo correr e aparecer nas fotos de grupo ou família. Nesse caso 2 segundos é mais do que suficiente, 10 segundos acabarão deixando você irritado. O controle remoto e cabo disparador são mais convenientes, mas custam mais caro.

8. Determine a velocidade do obturador

Bem, se ajustamos nosso ISO para 100 (ou 200 dependendo da máquina) e travamos nosso diafragma em f/16 ou f/22 (dependendo da distância focal). Não nos resta muito a fazer a não ser ajustar a velocidade para que a foto seja exposta adequadamente, obviamente teremos velocidades muito baixas. Mas como estamos utilizando tripé e no mínimo, o temporizador, então não teremos problemas com as velocidades baixas.     Recomenda-se que o sistema de estabilização de imagem das lentes (IS da Canon e VR da Nikon) deva ser desligado quando as fotos forem feitas com tripé. Há inúmeros relatos de perda de nitidez quando não há movimento e os sistemas estão ligados. A dica é a seguinte, se você não estiver usando o tripé para fotografar de dentro de uma canoa ou num vendaval, desligue os sistemas de estabilização.       Vale comentar que quando estivermos na faixa de velocidade entre 1/4s a 1/60s, temos um problema inerente a quase todas as máquinas que é a vibração do espelho.  Na velocidade acima de 1/60s o obturador abre e fecha antes do espelho chegar a vibrar, não interferindo na imagem. Em velocidades abaixo de 1/4s a trepidação causada pelo espelho corresponde apenas a uma pequena parte da exposição, não chegando a comprometer a nitidez da imagem. Se cairmos nesse intervalo, a solução será dada abaixo:

9. Acione a trava de espelho

Descubra no manual da sua máquina onde é acionada a trava de espelho e a utilize quando cair na faixa entre 1/4s a 1/60s de velocidade de exposição. Lembre de utilizar a mesma associada ao temporizador (ou disparador/controle remoto) para melhores resultados. Se sua máquina não dispuser de trava de espelho, tente fugir da faixa de velocidade acima, fazendo concessões no ISO ou abertura da Lente. Paciência!       Obs: Em algumas máquinas basta disparar o obturador 2 vezes seguidas, na segunda foto o espelho já estará travado.

10. Selecione o foco cuidadosamente

Não deve haver grandes problemas para definir o foco, uma vez que estamos utilizando aberturas muito pequenas com grande profundidade de campo. No entanto evite ter que escolher entre uma placa de sinalização num primeiro plano e uma montanha ao fundo, pois com certeza uma das duas ficará desfocada. Faça o foco em qualquer coisa que esteja no meio do caminho. Se for o caso utilize o Live View e o botão de visualização da profundidade para escolher onde focar. Claro que, se sua foto tiver um sujeito bem definido, como uma árvore, rocha ou cachoeira, o foco deverá ser feito neste sujeito. Tome o cuidado de posicioná-lo a uma distância de pelo menos 6m da lente, assim quase sempre garantiremos que tudo estará em foco.

3 dicas para melhorar a nitidez em edição de imagens

  1. Use o “Clarity”      A função “Clarity” disponível em softwares como Lightroom e Photoshop costuma realçar as linhas de contorno das fotografias, ajudando a aumentar a sensação de nitidez. Use-a sem medo atentando para alguns “halos” de luz clara que aparecem em volta de alguma estrutura na imagem. Estes halos podem dar também a sensação de surrealidade à imagem, que pode ser interessante ou não. O Clarity costuma ser muito interessante em paisagens, melhorando o contorno das nuvens e deixando-as mais dramáticas. Quase nunca é interessante para retratos uma vez que acentua as rugas de expressão das pessoas. Se esse for o objetivo, não tenha receito de usar.

2. Aumente o contraste (com moderação)

Utilize as ferramentas para ajuste de contraste para intensificar o mesmo. Se o software permitir converta temporariamente a imagem em P&B antes do ajuste, as cores costumam confundir nossa percepção, sendo mais fácil de fazer isso com a imagem em Preto e Branco. Um vermelho brilhante não passa de um cinza claro em uma imagem em P&B. Cuidado! Fique de olho no histograma o tempo inteiro para não ultrapassar (e saturar) os pontos de branco ou preto!

3. Utilize a ferramenta “Sharpen”

Quase toda a foto se beneficia de um filtro “Sharpen” (nitidez ou unsharp mask). O cuidado a ser observado é sempre o excesso. Lembramos que o “filtro” sharpen é “inversamente proporcional” à redução de ruídos, ou seja, utilizar o filtro sharpen em imagens ruidosas ou com ISO muito alto costuma ser um desastre e a tentativa de corrigir utilizando a “correção de ruídos” é inútil, já que este tira novamente toda a nitidez que o filtro anterior garantiu. O resultado é uma imagem “plastificada”, sem ruídos e sem nitidez. Às vezes pode ter até algum valor artístico, mas no geral é desprezível.     Legal mesmo é caprichar na exposição para conseguir boas imagens, sem ruídos e depois aplicar o filtro sharpen moderadamente apenas para melhorar uma imagem que já estava nítida quando saiu da máquina.

É isso amigos, espero que tenham gostado das dicas. Quaisquer dúvidas estamos à disposição.

por Anfremon D´Amazonas

 Publicado Originalmente em:

http://www.lentesdaamazonia.com.br/1/post/2012/03/fcla-fototips-13-dicas-para-garantir-nitidez-em-suas-imagens.html

Apresento a vocês o curta-metragem que estive envolvido na produção neste ano de 2012. Já pedindo uma certa desculpa por manter o blog desatualizado. Pois bem, nesse curta que foi idealizado, escrito e dirigido por Júnior Rodrigues fiquei encarregado de fazer, a direção de fotografia e edição do mesmo. Foi uma experiência muito importante pois nos últimos 2 anos tenho levado o estudo da fotografia muito a sério, tanto de maneira autodidata, através da leitura de vários livros, quanto realizando cursos diversos na área. Foi interessante ver a evolução “Fotográfica” desde o Enochato, ainda falta muito para um trabalho de excelência mas a sensação de saber o que está fazendo é uma segurança enorme.

O Curta foi filmado em um final de semana em 2 locações na cidade de Iranduba. A primeira locação ficava num frigorífico às margens do Rio Solimões e uma cova foi “cavada” em tempo real enquanto íamos filmando as cenas. A segunda locação foi uma cova cenográfica de apenas 2 lados, trabalhada ao lado de um barranco de barro. Foram 1 dia e mais uma noite de muito trabalho com mais de 20 pessoas envolvidas na equipe.

Utilizamos a CANON T2i com lentes: Canon 18-55mm 3.5/5.5; Canon 50mm 1.8; Canon 70-200 4.0 L – A máquina foi equipada com uma alteração de firmware chamada Magic Lantern, própria para filmagens que auxília muito na hora de determinar o foco e determinar exposição fotográfica adequada.

De quebra tem a trilha sonora no final com a música “Algo Mais” de minha autoria enquanto músico na Banda SPH.

Segue a ficha técnica do curta e espero que gostem!!

“Para Dêda a vida perdeu todo o sentido, nesse momento ele cava a própria cova. Descubra o porquê”

Roteiro & Direção:
JUNIOR RODRIGUES

Elenco:
PAULO ANDRÉ
MARINALDO MATOS (VOZ)
BLENDA KETHERYNE

Assistente de Direção
BILL BARROSO
RENAN CARVALHO

Direção de Fotografia, Edição e Áudio:
ANFREMON D´AMAZONAS

Produção:
JOELY NAHAMIAS

Assistente de Produção
TAYNÉ MIRTES

Continuistas
CAROLINE DANTAS
SUELY CARDOSO

Assistente de Câmera
FERNANDO HENRIQUE

Direção e Arte
CLAUDINO BIZNETTO

Maquinistas
MOACY FREUTAS
ERNESTO MARTINEZ

Maquilador:
MARCIO NAASCIMENTO

Motorista:
JAIRO FREITAS

Still:
IGOR MATHEUS

Coveiros
ALEF DE ARIMATÉIA
CRISTIANO ALVES

Música
ALGO MAIS – SPH Rock and Roll

Realização
AMACINE FUTUROS CINEASTAS

Apoio Cultural:
GUARANA TUCHAUA
SINDCINE-AM
AMAZON SAT
CASA DO CINEMA
MATADOURO E FRIGORÍFICO DE MANAUS F.A. FRIG.
AGUA VIVA CONSTRUÇÕES
8ªCIPM IRANDUBA

Agradecimentos Especiais
GUTO RODRIGUES
CMT MAJOR PM WILMAR
JOÃO BOSCO MARQUES
ILMA OLIVEIRA
ALCIDES VIANA
LADILSON DOURADO DOS SANTOS
EDENILSON SOUZA
PEDRO GERALDO PACHECO
RAIMUNDA & FAMILIA
SALEYINA BORGES
ANDERSON MENDES
ELSIAS JUNIOR
&
DEUS

Manaus/Amazonas
Agosto de 2012

Começou como uma brincadeira! Queríamos registrar apenas nossa única música,“Pega Ladrão”, para ver como ficava gravada em estúdio. No nosso contato inicial com o estúdio Expresso 24, o responsável pelo mesmo, Ita Melo, que acabou se tornando produtor fonográfico do disco, ofereceu a possibilidade de incluir a banda no Projeto “Adote uma banda” e com isso poderíamos gravar 2 músicas pelo preço de uma. O Anfremon já havia passado para os outros integrantes a demo caseira de “Urublues” e assim foi, entramos no estúdio em janeiro de 2010 para gravar essas 2 canções sem grandes pretensões.

Acabamos gostando do resultado e queríamos mais, só faltava um deltalhe, não tínhamos mais músicas. O Anfremon então aproveitou uma de suas músicas originalmente composta para a banda Sweetcase, mas que nunca foi gravada, mudou completamente a letra, inclusive passando para o português, surgia nossa primeira road music, BR-174“. Da brincadeira de compor um Brega-blues, apareceu a “Margarida” e a banda entra em estúdio pela segunda vez para gravar essas músicas.

Nesse momento entra na banda o baixista Israel Pinheiro, no lugar de Fabão. Israel se mostraria um dos principais compositores e letristas da banda. É dele a balada “Todo o Meu Amor em Vão” e também a poesia de “Simplesmente Pelo Fim” criada durante um ensaio, e que foi adaptada por Anfremon para a cração da melodia da música homônima. Essas foram as próximas 2 músicas gravadas e que também caracterizam a passagem rápida do guitarrista Dougllas Abreu pela Banda, que substituia o Lessandro, guitarrista nas primeiras 4 gravações.

Aí a coisa começou a ficar um pouco mais séria. A banda percebeu que essas 2 músicas tinham um certo apelo comercial e para divulgá-las foram produzidos 2 videoclipes de forma independente, caseira mas com muito estilo e humor. O clipes são sequenciais e contam a história do “Triângulo Amoroso” entre El Reverendo (nome artístico do Israel), Wanessa (atriz e amiga da banda) e Margarida, a prostituta fictícia e “fura-olhos” de uma das músicas da SPH. Foram momentos divertidos e com certeza muito criativos da banda.

No segundo semestre de 2010 o guitarrista Jean Carlos “Olhão” entra na banda, já com “deadline” de uma semana para gravar as duas próximas músicas. “Algo Mais” é uma canção antiga e até então não terminada que o Anfremon tratou de recuperar e terminar a letra para incluir no disco e “Blues da Irmandade” que foi meio que uma encomenda que o Lúcio Rabelo e Marcus Vinicius fizeram para o Anfremon. Foram e ainda são as músicas mais “emotivas” do álbum.

Agora a banda já tinha oito músicas gravadas, ou seja, estávamos há mais da metade do caminho e não podíamos parar. A gravação das últimas 4 músicas se deu de maneira diferente. Como o trabalho havia ganhado corpo, Ita Melo ofereceu a possibilidade de trabalharmos as músicas praticamente com experimentalismos dentro do estúdio. Com exceção da progressiva e ecológica “O Rastro do Matá-Matá” que vinha sendo trabalhada pela banda inteira há algum tempo, as outras 3 músicas foram praticamente gravadas sem que tivéssemos a oportunidade de realmente tocá-las ao vivo. ”

“60 Graus” foi a contribuição musical do Jean Carlos para o disco e contou com letra de Israel e Anfremon, “!RIDE?” é uma crítica à dura realidade da cena musical noturna na cidade de Manaus, o jogo sujo muitas vezes praticados pelos empresários e infelizmente, até por outros colegas músicos. Finalmente “Só Por hoje” que é a canção-tema do álbum, posicionada estrategicamente no final do disco. É a única que utiliza o recurso de fade-out no término…para que o disco ficasse com um “quê” de “o que vem por aí”?

Com as músicas finalizadas o CD entrou num processo de mixagem e masterização que durou até março de 2011. Foi quando a banda, então já sem capital para prensar o CD, pleiteou recursos no primeiro site Brasileiro de Financiamento Coletivo. O CATARSE, e foi muito bem sucedida, arrecadando bem mais do que havia solicitado. A campanha terminou em Julho de 2011 e contou com o apoio de 27 pessoas e 4 empresas: Casa do Campo, MB Consultoria, CVC e MEISTER. Com esse recurso a banda conseguiu pagar a prensagem e arcar com custos de envio de material, taxas, etc.

Video feito para o site CATARSE de Financioamento Coletivo

As primeiras 1000 cópias do CD “Só Por Hoje” chegaram em Novembro de 2011 e apesar do CD ter sido amplamente distribuído entre os amigos, fãs e colaboradores da Banda. A mesma não quis fazer o Lançamento oficial do CD até o mesmo tivesse um esquema forte de distribuição.

Apenas em Março/2011 foi que a banda acertou com a Livraria Saraiva que incluiu o CD em seu Catálogo Nacional e começará a ser vendido no dia do Lançamento. Também em março a banda conseguiu a distribuição digital do Álbum através da OneRPM.

https://www.onerpm.com/#/disco/album&album_number=152370237

No Site da OneRPM o Álbum Digital é vendido a R$ 7,11 (o preço mais barato). Mas foi através do OneRPM que a banda conseguiu também distribuir o disco no iTunes, Oi Radio e mais de outras 40 outras lojas virtuais de música.

iTunes Preview – SPH Rock and Roll

http://itunes.apple.com/album/id510538166

A CD já está em vias de ser disponibilizado nas Lojas BEMOL também…acreditamos que provavelmente nessa semana de lançamento já esteja a venda por lá…

Paralelamente à gravação e produção do CD a banda continuou sua agenda nas principais casas noturnas da cidade, organizou e participou de alguns festivais interessantes:

– Tocou diversas vezes em Itacoatiara, no interior do estado do Amazonas. Tocou como atração no FECANI (Festival da Canção de Itacoatiara) em 2007, 2009 e 2011, tocou ainda na Festival Rock in Ita (2008) e na Festa da Nossa Senhora do Rosário em 2011.
– Organiza desde 2008 o Beatles Fest Manaus – Festival Beneficente para fãs de Beatles, cuja renda é revertida para entidades filantrópicas: entre elas o Abrigo Moacyr Alves (2008), a Associação Pestalozzi (2009, 2010) e o Instituto Alguém (2009), sendo este último recorde de arrecadação e público

– Em outubro de 2011 participou do Projeto Tacacá na Bossa no Largo São Sebastião, onde fez o show entitulado “Rock Contra a Violência”. Uma homenagem ao professor, poeta e “Guru” da banda, Moysés Mota, que foi brutalmente assassinado em Agosto de 2011

– Abriu a Mostra do I Festival Amazonas de Rock – Grito Rock 2012

– Foi a quarta banda mais votada na Enquete da Virada Cultural 2012.

O lançamento do CD vem de certa forma “coroar” essa boa fase que a banda está passando. Estamos todos muito felizes e queremos compartilhar com vocês essa felicidade!

EVENTOS DE LANÇAMENTO

Pocket Show Eletroacústico na Saraiva Megastore – Quarta, 11 de Abril 19h00 – Espaço Cultural Thiago de Mello

Para o pocket Show da Saraiva a banda preparou um repertório especial…irá tocar todas as músicas do CD e alguns covers que marcaram a trajetória da banda. Com certeza não faltarão músicas do Creedence Clearwater Revival, Beatles, clássicos do Blues e o tradicional mix de rock and Roll dos anos 50 que já esperado entre os fãs da banda…

O evento será no Espaço Cultural Thiago de Mello, na próxima quarta 11 de Abril e iniciará as 19h00, seguido de uma comemoração e noite de autógrafos.

Festa de Lançamento na Cervejaria Fellice – Sábado, 14 de Abril as 22h00

A Festa na Cervejaria Fellice contará com o Pré-show da Banda Scarface e pós-show do DJ KIMO!!! Será uma grande uma reunião de amigos e fãs da banda. Esperamos vocês lá!!

Recebemos com grande alegria a notícia de que o curta “O Enochato” ganhou os seguintes prêmios no festival de Curta-Metragens – Curta 4.7, cujo encerramento foi no último 26.11.11 na vila de Paricatuba, em Iranduba/AM:

– Melhor Direção: Anfremon D´Amazonas

– Melhor Ator: Richard Harts

– Melhor Trilha Sonora: Anfremon D´Amazonas (com músicas da Soda Billy e SPH Rock and Roll)

 

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Mais uma vez o Beatles Fest Manaus mostrou ser uma noite mágica, regada a boa música, solidariedade e alegria. Não houveram transtornos, todas as bandas respeitaram o horário previsto, sem atrasos nas trocas, mostrando respeito enorme ao público que prestigiou o evento.

A arrecadação final ficou distribuída da seguinte forma: 

– Ingressos Antecipados R$ 3.820,00

– Bilheteria da Cervejaria Fellice R$ R$ 4.540,00 (já descontado ISS 5%)

– Camisetas e Adesivos: R$ 560,00

TOTAL: R$ 8.920,00

Com essa arrecadação o Beatles Fest Manaus 2011 mais que duplica (quase triplica) a arrecadação dos anos anteriores, sendo recorde de público e arrecadação.

Tivemos envolvimento direto com os responsáveis pelo Instituto ALGUEM que recebeu a renda arrecadada já mesmo no dia do evento!

Agradecemos a todos que participaram direta ou indiretamente do evento. Estamos todos felizes com o resultado e obviamente já estamos ansiosos para o ano que vem!!

Abaixo cito os agradecimentos específicos das partes envolvidas:

“A noite do Beatles Fest foi uma das melhores noites de minha vida. Pela diversão musical, pela confraternização com os amigos, e principalmente pelo sucesso na arrecadação destinada ao ALGUEM. Que noite linda! Muito obrigado aos amigos da SPH por mais uma vez fazer o convite para a Mr. Hofner participar deste evento. Ontem, respiramos todos o mesmo ar beatlemaníaco. Eu estava num lugar em que sobrava energias positivas e solidariedade. Valeu!”

Tirson Benarrós – Organizador do Evento e Baterista da Mr. Höfner

“Caros amigos, muito obrigado a todos pelo convite. Parabéns a todas as bandas, que nos proporcionaram um ótimo entretenimento e também um execelente intercâmbio de experiências musicais. Saber que contribuímos para um bom show e, ainda por cima, fizemos uma boa ação é, sem dúvida, gratificante no final. Grande abraço a todos, ficamos n aguardo de novos projetos!”

Jefferson Matias – Vocalista da banda Michael Kane

“Meus amigos idealizadores da Beatles Fest, o Instituto ALGUEM, mais uma vez agradece o apoio e força. Noa sentimos honrados e privilegiados em participar desta ediçao cuja arrecadação foi muito além do esperado. De ingressos antecipados, vendemos R$ 3.820,00. A bilheteria da Fellice nos entregou R$ 4.540,00 e ainda comercializamos R$560,00 em camisetas e adesivos. Totalizando um lucro de R$8.920,00 que serão depositados em nossa conta hoje mesmo. Que grande maravilha!!!!!! Mais uma vez obrigada”

Carolina Coelho Varella – Presidente do Instituto ALGUEM

“Em nome da banda SPH agradeço a todos que prestigiaram o Beatles Fest 2011, foi mais uma vez uma noite mágica, repleta de alegria, confraternização, solidariedade e boa música. Ainda vamos fazer a prestação de contas oficial mas posso adiantar que já superou em mais de 2 vezes o valor dos anos passados!! Muito obrigado mais uma vez!!” 

Anfremon D´Amazonas – Organizador e Vocalista da Banda SPH Rock and Roll

“Vida Longa ao Beatles Fest!!”

Lúcido Rabelo – Baterista da Banda SPH Rock and Roll

Aproveitamos mais uma vez para agradecer à Cervejaria Fellice por ter cedido o espaço para a festa, bem como o palco, som, iluminação e todo o apoio necessário para o mesmo! Sem essa parceria, nada teria acontecido!!

Marco Ribeiro - Curtindo o Beatles Fest!

Fiquem agora com o Setlist Aproximado das Bandas:

ESTAÇÃO ROCK
1. I Call your Name
2. Slow Down
3. MatchBox
4. Bad Boy
5. Hold Me Tight
6. Tell Me Why
7. Dizzy Miss Lizzy
8. Think For Yourself
9. Yer Blues
10. Hey Bulldog
 
BLACK MERSEY
Rock and roll music
Kansas city
Everybodys trying to be my baby
I want to hold your hand
Please please me
From me to you
She loves you
A hard days night
All my loving
Please mr postman
Can’t buy me love
Help!
I’m Down
Twist and shout
 
MICHAEL KANE
1 – Taxman
2- Hello, Goodbye
3 – getting Better
4 – You can’t do that
5 – Lucy in the Sky with Diamonds
6 – Sgt. Peppers (partes I e II)
7 – Here comes the Sun
8 – Ticket to ride
10 – Nowhere man
12 – Paperback Writer
13 – I Feel Fine
14 – We can work it out
 
SPH Rock and Roll
1. I Saw Her Standing There
2. Dont let me down
3. Oh Darling
4. Roll Over Beethoven
6. Something
7. Why Don´t we Do it in he Road
8. Birthday
10. Give me Love
12. Helter Skelter
13. I´ve Just Seen a Face (música tema do Beatles Fest desse ano)
 
MR HOFNER
1. Get Back
2. Let It Be
3. I´m the Walrus
4. Penny Lane
5. While my guitar Gently weeps
6. Golden Slumbers / Carry that Weight / The End
7. Come Togheter
8. After 909
9. Taxman
10. Glass Onion
 
Aproveitamos para agradecer também a Viviane Mesquita e Kharla D´Amazonas por terem feito o Registro Fotográfico e de vídeo do evento.

E para terminar deixamos vocês com o encerramento do evento. Com todas as bandas e diretores do Instituto ALGUEM, cantando Hey Jude!

Fiquem com Deus e em paz!! A festa volta ano que vem!!

Anfremon D´Amazonas