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Review deste fantástico jogo para Playstation VR.

Inspirado no disco solo de um dos meus grandes ídolos, Eddie Vedder – Ukulele Songs (já fiz um review desse disco aqui) comprei um pequeno Ukulele Kala e comecei a aprender seus acordes. Curiosamente, esses pequenos instrumentos começaram a ser vendidos aqui em Manaus nas importadoras especializadas.

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Meu Primeiro “Uke” da Marca Kala – “Woody”

Fato é que trata-se de um instrumento relativamente fácil de se aprender e tem inumeros videos no You Tube e páginas na web mostrando como se faz, cito algumas fontes como: Got a Ukulele e Ukulele Mike.  Ele tem apenas quatro cordas e utiliza a seguinte afinação G-C-E-A (a do violão comum seria E-A-D-G-B-E), com um fato muito estranho: as cordas C-E-A seguem a mesma evolução de timbre do violão, da mais grave para a mais aguda, no entanto a corda mais aguda do Ukulele é a G, que no violão estaria na posição da E mais grave. Creio que essas duas cordas agudas nas extremidades são as que garantem essa sonoridade tão viva e peculiar do instrumento. Lembro que essa é a afinação standard ou do ukulelê soprano, alguns ukulelês tem afinações diferentes. Para afinar utilizando esses afinadores atuais estilo “clipe” deve-se utilizar o mesmo no modo Cromático ou ainda você pode utilizar um afinador on line como esse aqui. Alguns acordes são extremamentes faceis de aprender, boa parte deles se resume a colocar apenas 1 dedo em uma das casas e tocar o restos das cordas soltas. Mesmo os acordes estilo “pestana” (ou Barred Chords, em inglês) são bem faceis de executar pois as cordas são muito juntas (na verdade essa distância curta entre as notas as vezes é até um problema dependendo do tamanho do braço do instrumento e da mão do tocador).

Ukulele Chord Chart page1

Quadro de Acordes para Ukulelê – Clique para Ampliar

Para mim que já tinha um conhecimento do violão, foi muito fácil dominar os acordes, em pouco tempo já estava arranhando algumas canções, claro que ainda não sou nenhum Jake Shimabukuro (olha só isso) e provavelmente nunca serei, mas já dá para se divertir um pouco.

Sleeping by Myself foi a primeira música que aprendi a tocar no Ukulele, na verdade comprei o “woody” pensando nessa música, achei que seria tarefa dificil mas foi mais fácil do que pensei. Fiquei feliz e segui em frente. Fui aprendendo novas músicas e convertendo algumas que já sabia tocar na guitarra ou violão para o ukulelê (Caso queira ouvir a música original aqui vai o videoclipe do Eddie que mostra uma Luthieria de Ukulelês)

Logo surgiu uma oportunidade de fazer um evento acústico na Livraria Saraiva, seria o lançamento do livro da minha mãe. Apesar de simples exigia um novo desafio, fazer o instrumento tocar mais alto. Tentei eletrificar o Kala colocando um captador nele, gastei quase o valor dele nessa empreitada e acabou não dando muito certo. Precisava de um novo companheiro para esse projeto. Um ukulele para eventos:

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“Buzz” – Meu segundo “Uke”, agora com captação e saida para amplificador

Encomendei o “Buzz” de uma loja em São Paulo, chegou em uma semana e mostrou-se uma belezinha de instrumento, som suave, braço ainda menor que o do Kala e um corte arrojado que lembra uma guitarra. E sem falar que é um Ibanez, nem guitarra Ibanez tenho mas já posso me gabar de ter o “uke”.

A primeira apresentação transcorreu tranquila, apesar de certa insegurança relacionada a expectativa da coisa. Estava lançada a semente. Rodrigo Torres, parceiro da The Greens me acompanhou nessa pequena apresentação de apenas Ukulelê e violão.

Your Song – a linda música do Elton John – Fez muito sucesso com o próprio e também foi regravada por outros vários artistas, eu particularmente passei a gostar mais dela depois do filme Moulin Rouge. Gravei essa em homenagem a minha esposa pela comemoração do dia dos namorados. Ficou uma versão um tanto rápida e se mostrou um desafio pela constante troca de acordes. Hoje costumo tocar ela de forma bem mais lenta, como a original.

Mother Nature Son – Música B-Side dos Beatles (se é que existe isso) fica bem legal nesse instrumento. Como se sabe temos dois entusiastas do Ukulelê nos Beatles, Paul McCartney e George Harrison.

E é em homenagem a Harrison que posto o último vídeo com a música I´ll See you in My Dreams, parece ser uma música da década de 20 (1920) e não sei afirmar de quem seria a autoria, mas essa música no Ukulelê ficou conhecida no encerramento do Concert for George, um ano após seu falecimento. Joe Brown é o músico inglês que presta essa bela homenagem num ukulelezinho com som fantástico e acompanhado por banda e orquestra. Faço questão de postar esse belo momento do rock and roll aqui:

Minha versão é bem mais solitária, e perdoem a penumbra e o audio não sincronizado. Neste dia não estava com muita paciencia para detalhes técnicos, it´s only about music (sorry!)

Depois disso a banda toda se envolveu em um show acústico envolvendo: violão, ukulelê, baixolão e percussão. Já apresentamos esse tipo de apresentação 2 vezes no Jack and Blues (nossa casa de Rock, Blues e Jazz aqui na cidade) e estamos aperfeiçoando.

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Especial “The Greens Light” no Jack and Blues

Como nem tudo na vida se trata de copiar também tentamos desenvolver o lado autoral. Uma sequência de acordes ficou durante algum tempo em minha cabeça e logo se tornou uma música, ganhou letra e virou uma pequena homenagem para minha filha Sofia.

Gravamos ela em estúdio há pouco tempo, o Rodrigo mais uma vez ajudou acrescentando um solo de violão. Essa canção deverá fazer parte do primeiro álbum da The Greens. Curtam agora a música abaixo e espero que tenham gostado do texto. Se você estava atrás de um instrumento prático e barato para aprender, aí em cima estão umas boas dicas, vá buscar o seu “uke” e seja feliz!

aí.

Cores Quadrado

Resultado dos estudos de cores dos membros do FotoClube Lentes da Amazônia (FCLA), a Galeria Moacir Andrade, do Sesc, inaugura no dia 04 de setembro, às 19h, a exposição coletiva “Cores”, com 38 fotos de autores diversos. A exposição fica em cartaz até o dia 28 de setembro.

Esta é a quarta exposição coletiva do FCLA. A primeira foi realizada em novembro de 2010, durante o lançamento oficial do fotoclube. Nesta terceira edição, o FCLA reúne imagens que retratam as cores de maneira singular: desde o reflexo de uma casa amarela em período de cheia do Rio Negro até as cores tradicionais dos barcos que navegam pelos rios de Manaus.

Há fotografias produzidas em outros Estados e países e fotos que foram aceitas na última Bienal Brasileira de Fotografia. “Nos dedicamos para estudar diversos temas dentro da fotografia. Nesse caso, em particular, nosso foco estava nas cores”, explica o presidente do FCLA, José Zamith Filho. “O resultado é um mosaico impressionante sobre comportamentos, paisagens, pessoas e muito mais”.

A Menina - Por Anfremon D´Amazonas

A Menina – Por Anfremon D´Amazonas

A exposição estará aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, até o dia 28 de setembro. As fotos foram impressas em papel de alta qualidade com impressão fine art e contou com o apoio da empresa de impressão FAZZ.ART. Até o final da exposição, o FCLA também promoverá uma programação diversificada de minieventos ligados à fotografia, como Foto-Troca e Foto-Cine, aumentando a oportunidade de mais pessoas visitarem a exposição.

Os fotógrafos
Fotógrafos profissionais e amadores, membros do primeiro Fotoclube de Manaus, vinculado à CONFOTO – Confederação Brasileira de Fotografia: Anderson Yamada; Anfremon D’Amazonas; Beatrice Leong, Bruna Guimarães; Douglas Corrêa, Elem Fragoso, Francisco Rodrigues; Francisco Lima, Gerson Barreiros, Gisele Gomes, Heraldo Reis; José Hilton de Oliveira, José Zamith; Kharla D’Amazonas; Larissa Cruz; Lúcia Barreiros da Silva, Luciane Higashi; Marco Facre, Paulo de Lima; Ricardo Kallai Mugnaini, Thaís Tabosa; Victor Sabino e Wilsa Freire.

Sobre o FCLA

O FotoClube Lentes da Amazônia foi fundado em 27 de março de 2011, a partir de um grupo de fotografia em uma rede social. Sediados em Manaus, tem como objetivo apoiar e divulgar o desenvolvimento da arte fotográfica, agregar interessados em fotografia e disseminar conhecimentos fotográficos a seus membros e à comunidade em geral, através de atividades culturais e educativas tais como cursos, seminários, palestras, exposições, publicações e tarefas afins. É também uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, filiada à Confederação Brasileira de Fotografia (Confoto). Além do Foto-Cine, tem em sua agenda de eventos o Foto-Café, o Foto-Troca e as jornadas fotográficas. Mais informações podem ser obtidas no site http://www.lentesdaamazonia.com.br.

Obs: Texto copiado do site oficial do Fotoclube Lentes da Amazonia

www.lentesdaamazonia.com.br

Love in the Evening II
Brasília/DF
Composição utilizando a regra dos Terços

Você deve estar se perguntando:

– E de onde veio essa história de regra dos terços?

Bem, sabe-se que ela é muito antiga.  Antes mesmo da criação da fotografia era já era usada nas artes plásticas. Mas na verdade há quem defenda que ela seja uma versão “preguiçosa” de uma outra regra bem mais antiga e universal.  Imagine que exista um número, uma razão, encontrada na natureza com frequência, que consegue predizer o crescimento de uma concha marinha, que corresponde exatamente à proporção de abelhas macho e fêmeas numa colméia, que indica com exatidão nossas proporções corpóreas e muitos outros fenômenos naturais. Esse numero existe e chama-se PHI, em homenagem a Fídias (escultor antigo)  e equivale resumidamente a 1,618033. Esse número tem várias nomenclaturas, entre elas:  Proporção Áurea, Razão Áurea e Proporção Divina. Se você leu o livro ou assistiu o filme “Código Da Vinci” já sabe do que estou falando: Proporção universal, Homem Vitruviano, Sequência de Fibonacci, etc.

Concha (Nautilus) e sua relação com a proporção Áurea

Matematicamente descreve-se esse proporção da seguinte forma: (a+b)/a=a/b=PHI. Passando para a o corpo humano podemos dizer que a distância dos pés à cabeça (a+b) quando dividido pela distância dos pés ao umbigo (a) é igual à divisão desta ultima (a) pela distância do Umbigo à Cabeça (b). Eita, agora confundiu tudo hein!?! Nada, é bem simples, observe o caracol verde acima e as linhas geradas por seu retângulo interno. Se colocássemos um Caracol desse de cada lado, como se fossem espelhos, teríamos a grade da proporção áurea muito parecida com a regra dos terços.

Linhas Vermelhas – Proporção Áurea
Linhas Azuis – Regra dos Terços

Para transformar a regra dos terços em proporção áurea basta “internalizar” um pouquinho os quatro pontos de ouro. Por isso é que na parte 1 comentei que a precisão não é obrigatória na regra dos terços, mas que se observada causa uma composição mais harmônica, em tese, tão harmônica que chega a ser “divina” visto que é utilizada “pelos Deuses em suas criações” (crenças pessoais a parte, por favor!)

Espiral de Ouro – tendendo ao infinito. Outra maneira de “Harmonizar Divinamente” suas composições Fotográficas

Jake Garner é um fotógrafo de moda que utiliza a espiral de ouro em suas composições, confira abaixo 2 amostras de seu trabalho e visite seu site para mais de seu trabalho e detalhes sobre suas idéias a respeito da proporção áurea.

Foto: Jake Garner

Foto: Jake Garner

Parafraseando Jake em seu artigo “Não quero que você saia por aí com régua e esquadro tentando medir tudo que fotografa para garantir que segue esses princípios naturais, o que recomendo é que você comece a ver o mundo da mesma maneira que a Mãe natureza vê, numa proporção de elegância absoluta e beleza matemática. Talvez assim suas imagens comecem a parecer um pouco mais fortes do que são!”

Voltando ao começo do post podemos afirmar que realmente a regra dos terços pode ser usada como alternativa mais simples à proporção áurea e terá resultados bem parecidos, mas não são iguais e agora você já sabe disso e tem 3 ferramentas para usar em suas composições: A regra dos Terços, A Proporção Áurea e a Espiral Áurea. Com certeza já deve estar com muitas idéias na cabeça. Que tal umas fotos para botar pra fora e ao mesmo tempo fixar isso tudo??

Fonte: internet

Bons Cliques!!

Pontão Lago Sul – Brasília / DF
Fotografia Utilizando a Regra dos Terços como Técnica Composicional

Vamos começar a falar sobre composição e afinal do que se trata isso?

Fotógrafo também compõe? – Foi o que me perguntei quando tive a primeira aula disso. Sim, compõe…e muito!! Na verdade o que quase sempre difere um fotografo do outro é a composição.

Vou dar aqui uma definição  pessoal do tema depois de ler alguns livros e artigos sobre o assunto:

– Composição seria a arte ou ciência (sei lá) de manter os olhos do espectador na foto o maior tempo possível!

Aqui na verdade entramos num campo perigoso e falar sobre “regras” pode torcer o nariz de muita gente. Antes disso convém falar que este texto é voltado para as pessoas que estão começando a fotografar agora e querem fazer fotos melhores. Quem já fotografa há algum tempo sabe que esse é um tema complexo e praticamente inesgotável de se discutir.

Entendamos as regras aqui descritas não como absolutas, mas como diretrizes para uma fotografia mais agradável aos olhos. As regras podem sim…até devem ser quebradas, mas desde que você entenda e saiba que está quebrando por perceber que essa fotografia se encaixa em outra regra ou ela contém elementos sejam gráficos ou de conteúdo, que façam a “quebra” valer a pena!!

Regra dos Terços

Vamos começar por essa que parece ser o tema de entrada de qualquer aula de composição.  A que a regra dos terços nos pede basicamente para fazer é o seguinte:

– DESCENTRALIZE!! Por favor!! 

Afinal porque todo mundo tem que ficar no centro do quadro? A maioria dos fotografos eventuais em seus registros pessoais centraliza tudo, em parte acho que isso é culpa das próprias máquinas que já trazem o ponto de foco centralizado! Se na máquina está no meio, acho que isso deve ser o certo não?!?! Pois é, não é bem assim…por incrivel que pareça muita gente ainda  desconhece a função do “meio Botão”…onde você aperta apenas meio botão para focar no ponto onde deseja e depois disso (mantendo meio botão apertado) você pode reposicionar o sujeito da foto no quadro, sem perder o foco, para então tirar a foto (apertando o botão inteiro) com uma composição melhor.

E porque não Centralizar?

Entendo que há razões fisiológicas para isso…Temos 2 olhos, um ao lado do outro, para focar num objeto que fica no meio dos dois olhos somos obrigados a fazer uma “convergência” do olhar, quase um estrabismo temporário…e isso é irritante, por mais que não percebamos de imediato. Se o tema da foto está descentralizado no quadro, para focá-lo, os olhos mantém seu paralelismo e giram ambos para o mesmo lado. É mais confortável!

Tal como a leitura, seria interessante que os olhos percorram a foto a partir de um tema de um lado para outro, com isso gerando um dinamismo do olhar e mantendo a atenção à imagem por mais tempo. A imagem centralizada é estática e cansativa os olhos, eles (os olhos) são captados pelo sujeito no centro (posição de convergência) e geralmente não tem para onde correr. É preciso ter bons motivos para centralizar o tema da fotografia. Veremos algumas exceções destas em posts futuros.

Como então Descentralizar?

Aqui começam as nossas regrinhas, neste caso vamos dividir a tela numa grade com 2 linhas verticais e 2 horizontais como mostra a figura abaixo:

Grade da Regra dos Terços

Provavelmente você já viu essa grade na sua máquina, quase todas as máquinas recentes com LCD vem com a opção de mostrar essa grade e ela serve justamente para ajudar você a “compor” melhor a fotografia. Pois bem, as interseções das linhas realçadas em verde na figura são os chamados Golden Points ou “pontos de Ouro”. Com essa grade e os “pontos de ouro” em mente vamos aos próximos passos:

1 – Como já estava implicito no texto acima, toda a foto tem um tema ou sujeito. Algo que você está querendo mostrar.  É preciso antes de tudo identificar o sujeito a foto. Aí então basta posicioná-lo PRÓXIMO a um dos pontos de outro, não precisa ser exatamente em cima do ponto.

2 – Se sua fotografia for uma paisagem evite deixar a linha do horizonte centralizada, ao invés disso valorize mais o céu ou o que estiver abaixo dele. Reserve 2 terços da imagem para o que estiver mais interessante (Céu ou terra) e apenas 1 terço para o restante.

3 – Tente mesclar os itens 1 e 2, ou seja, aplicar a regra dos terços à linha do horizonte e ainda deixar um ou mais pontos de ouro preenchidos pelos “sujeitos” (temas) da fotografia.

4 – Se o seu tema for o retrato de uma pessoa que preencha a maioria do quadro os olhos devem ficar próximos aos pontos de ouro ou pelo menos acompanhando uma das linhas da grade.

5 – Se o seu sujeito indica uma direção (aqui vale principalmente para o “olhar” das pessoas retratadas) posicione esse sujeito possa de forma a dar espaço para essa direção. Por exemplo, a pessoa fotografada está com a cabeça virada para a direita para ver o por-do-sol. Nesse caso, posicione-a a esquerda no enquadramento, dando “espaço” para seu olhar.  Se der, posicione a pessoa na coluna mais extrema da esquerda e deixe o por-do-sol no ponto de ouro superior direito. Viu como é facil!

Abaixo selecionei algumas imagens coletadas rapidamente na Internet a título de ilustração da regra dos terços. Voltaremos a discutir suas aplicações bem como suas exceções nos próximos posts.

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Lembre-se dessas pequenas dicas e suas fotos já terão outra aparência. Quem dera se todo turista ou fotógrafo de ocasião tivesse noção desses pequenos conceitos. A quantidade de poluição visual com material fotográfico de baixa qualidade diminuiria muito!!

Já pra rua e boas fotos!